segunda-feira, 20 de abril de 2009

História de Santos Dumont

A história de Santos Dumont é motivo de orgulho para todos os brasileiros. Santos Dumont, o Pai da Aviação deu asas a sua imaginação e com criatividade, ousadia e genialidade desafiou as leis da gravidade. Santos Dumont decolou com o 14 Bis, realizando a façanha do primeiro voo da história da humanidade no dia 23 de outubro de 1906 na França. Diante de uma plateia perplexa formada de especialistas, jornalistas e a população; homem e máquina se elevam no espaço sem artifício algum.
A maioria dos países no mundo não consideram Santos Dumont como sendo o inventor do avião, considerando os irmãos Wright os verdadeiros inventores.
Mas a verdade é que o 14 Bis não precisou de nenhum artifício para lhe impulsionar, ele teve uma decolagem autopropulsada. No caso dos irmão Wright eles realmente voaram no dia 17 de dezembro de 1903, mas com o uso de uma catapulta.



A história de Alberto Santos Dumont e suas grandes máquinas voadoras tem início com seu nascimento no dia 20 de julho de 1883 em Palmira, cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Sua infância foi vivida na fazenda onde tinha o hábito de brincar nas instalações mecânicas de seu pai. Dumont sempre teve fascínio pela tecnologia e pelas coisas mecânicas. A obra de ficção de Júlio Verner exerceu forte influência na mente fértil de Alberto Santos Dumont, assim como as obras de Heitor Servadoc e mais tarde os livros de Camille Flammarion e Wilfrid de Fonvielle.
Aos 19 anos de idade Santos Dumont, emancipado por seu pai, viaja para a europa. Na França ingressa no automobilismo e mais tarde inicia seus estudos técnicos e científicos. Em 1897 voltou para a França para aprender a arte da pilotagem dos balões, três anos mais tarde demonstrando um enorme talento no assunto, Dumont já havia construído 9 balões, dois famosos: o balão Brazil e o Amérique, ambos inflados a hidrogênio. Na ânsia de controlar esses voos Santos Dumont começou a fazer experiências de dirigibilidade, para isso desenhou um balão alongado dotado de lemes e motores de gasolina (inventado por Dumont). Seu primeiro projeto foi o dirigível nº 1, o N-1 tinha 25 metros de comprimento.



Em Paris, no dia 18 de setembro de 1898, no Jardim da Aclimação de Paris o N-1 foi inflado, mas uma manobra mal feita por um de seus ajudantes rasgou o balão antes de ser experimentado. A aeronave foi restaurada e apesar de alguns imprevistos funcionou. Dumont fez ao todo seis projetos de balões dirigíveis, mas o que lhe deu notoriedade foi o balão N-6, com ele Santos Dumont conquistou o prêmio Deutsch, ganhou 129 mil francos e muitas homenagens pelo mundo. O presidente do Brasil Campos Salles, orgulhoso, enviou-lhe um prêmio de igual valor ao recebido pelos organizadores do evento e uma medalha de ouro com os dizeres: "Por Céus nunca antes navegados", uma alusão a Camões. Dumont recebeu do príncipe de Mônaco, total apoio em futuros projetos e estudos. Foi Recebido com honras pelo presidente dos EUA, Theodore Roosevelt e em Nova Iorque conheceu os laboratórios de Thomas Edison.

Apesar de toda glória e fama, Santos Dumont sentia-se cada vez mais atraído por voos mais longos. Três prêmios criados na França instigaram Santos Dumont: o Prêmio Deutsch-Archdeacon, o Prêmio Aeroclube Francês e o Prêmio Archdeacon.
Aceitando todos os desafios, pensou inicialmente criar um helicóptero, mas logo abandonou a ideia e criou uma máquina híbrida, o 14 bís, um avião unido a um balão de hidrogênio que recebeu da imprensa o apelido de Oiseau de Proie (ave de rapina). Mas a prática demonstra que o balão de hidrogênio acoplado ao 14 Bis não era o caminho certo.
Fez várias modificações, sempre procurando ajustar o centro de gravidade do aparelho, potência de motor, rotação da hélice, etc. Ajustados todos os problemas estava criado o Oiseau de Proie II, pronto para mais uma tentativa de voar. No dia 23 de outubro de 1906 Santos Dumont apresentou-se a Bagatelle com o 14 Bis (Oiseau de Proie II). Diante de uma enorme plateia Dumont ligou o motor e para espanto de todos, depois de percorrer 100 metros, o biplano decolou, o primeiro voo completo da aviação estava realizado. Pela primeira vez na história, homem e máquina haviam se elevado no espaço sem a ajuda de qualquer artifício, estava criado o avião.
Apesar de ter criado o avião, este era ainda uma máquina muito precária e Santos Dumont tinha um último desafio, conquistar o Prêmio do Aeroclube da França.
Surge então o projeto Oiseau Proe III, que após algumas modificações estava pronto para vencer o grande prêmio. No dia 12 de novembro de 1906 em Bagatelle, França, partindo contra o vento a aeronave voou 220 metros ultrapassando o feito anterior. Esse grande acontecimento foi filmado pela companhia cinematográfica, Pathé.

Novos aviões foram desenvolvidos por Santos Dumont: N-15, N-16, N-17 e o N-18; chegando as 'Demoiselles', menores e mais baratos aviões de sua época. Foram produzidas 40 unidades desse que foi considerado o primeiro ultraleve do mundo, pesava apenas 56 kg. Santos Dumont fez voos de cerca de 200 metros em Paris com seu Demoiselle. Um acidente ocorrido em um voo de estreia da Demoiselle VIII, onde uma das asas se rompeu, afastou Santos Dumont da carreira aeronáutica como piloto. O sonho de Santos Dumont era que o avião se tornasse um veículo popular de locomoção.



Problemas de saúde afastaram Santos Dumont da aviação, começou a sofrer de esclerose múltipla, doença que o afastou do convívio social. Com o começo da Primeira Guerra Mundial os aeroplanos começaram a ser usados para combater as tropas inimigas de onde eram disparados bombas e rajadas de metralhadoras. O Pai da Aviação vê seu sonho transformar-se em pesadelo. Fez fortes apelos à Liga das Nações para que não fosse permitido o uso de aviões em guerra. A angústia e a depressão levou Santos Dumont ao 'suicídio' (existem outras teorias não confirmadas que falam em Acidente e assassinato).
Durante um ataque ao campo de Marte, dia 23 de julho de 1932 em São Paulo, enquanto aviões cruzavam os céus do Guarujá, Santos Dumont deu fim a sua própria vida. Palco desse cenário foi a Revolução Constitucionalista, onde São Paulo se levantou contra o governo de Getúlio Vargas.
Antes de sua Morte Alberto Santos Dumont tinha sido eleito membro da Academia Brasileira de Letras, mas não chegou a ocupar a cadeira.
Alberto Santos Dumont, o Pai da Aviação, não deixou descendente, mas deixou uma enorme contribuição a aeronáutica. Um grande herói nacional.



Conheça o projeto SD8, do carioca claudio Soares, autor da obra "Santos Dumont número 8"(um grande mistério será revelado). A 'twitterização" do romance foi proposta pelo autor, uma tentativa de interação com o público (seguidores no Twitter) em reescrever a história de Santos Dumont. Uma iniciativa inédita no Brasil.

Leia mais acessando, Santos Dumont no Twitter.

Nota: Santos Dumont era um homem muito supersticioso, após o acidente de 08 de agosto de 1901 no Hotel Trocadero não teve um dirigível número oito, pulou do número 7 para o número 9 e usava em seus voos uma meia de Madame Letellier amarrada ao pescoço, que foi uma das mulheres mais famosas da Europa e tinha tido muita sorte na vida.

Wikipédia Santos Dumont
Matéria sobre a história polêmica sobre quem teria inventado o avião - Santos Dumont é ou não é o Pai da Aviação, clique aqui
Galeria Santos Dumont - Museu da Aeronáutica
Biografia Uol de Santos Dumont

10 comentários:

Maggie. disse...

Até uns 3 anos atrás meu sonho era ser piloto de caça. OO* UAauha um beijo.

Anônimo disse...

UM dos nossos heróis esquecidos pela canalhada oficial, nem mesmo uma moeda foi lançada para comemorar seus 100 anos de vôo. Vergonhosamente, aqui os bandidos são reverenciados (vide Lula, Franklin Martins, Dilma, etc) e os heróis esquecidos...

Gustavo disse...

Adorei o texto sobre Santos Dumont. Anos que não lia sobre ele... a última vez foi quando estava na escola! hehehe
Ah, e uma correção... é "esclerose múltipla"... e não "múltiplas".
abraço

Beth Cruz disse...

Valeu pelo toque Gustavo!
Obrigada,
Bjo

Eric Campos Bastos Guedes disse...

O texto referiu um teoria conspiratória que nunca foi provada. Nesta linha de argumentação, pode-se afirmar que Santos Dumont foi "suicidado" pela grande mídia a mando dos donos do poder, que, profundamente irritados com a genialidade inaudita deste brasileiro, ordenaram que a imprensa mundial lhe impusesse o pecha de homossexual - nada mais falso, como se descobre ao ler sobre sua vida. Santos Dumont era "pegador": foi amante de várias mulheres, damas da sociedade, moças novas, mulheres da nobreza e coisas assim. Acredito que é possível que a má fama que a mídia da época lhe pôs pode ter sido uma das responsáveis pelo seu suicídio.

Anônimo disse...

Santos dummont... unh-unh os irmãos wright fizeram o primeiro avião levantar vôo em 1903, 3 anos antes ¬¬

Blog da Família Azevedo disse...

Prezada Beth, veja no Wikipedia que os dirigíveis N-7, N-8 e N-9 foram construídos, sendo o N-8 uma encomenda de um americano chamado Boyce, que também comprou o N-9 e encomendou mais um, o N-11.

alyne e jorge disse...

santos dumont foi mais que um homem foi um heroi.
foi um sonhado que so queria vooa.
para chega o mais auto que poderia.

mais a maudade do homem feis santos dumont sofre.

para que entrigas.

e usa envesões boas para coisas a qual so seve para que o mundo não tenha paz.

vamos usar tudo para o bem.

Anônimo disse...

Olá! Sou natural de Santos=Dumont e assim como o meu concidadão sou portadora da síndrome degenerativa “Esclerose Múltipla”. Desta forma, posso garantir que sentimentos suicidas passam pela cabeça do portador desta doença pelo menos uma vez, após a confirmação deste diagnóstico terrível. Se comigo isso aconteceu, que sou uma simples mortal, o que poderia causar em uma mente brilhante como a dele? É claro que como um homem esclarecido e imensamente reconhecido pela beneficência de seu invento para a humanidade, de certo isso ocasionaria a ele uma profunda mágoa e depressiva sensação de desconforto ao perceber sua invenção sendo usada para fins bélicos. Contudo, posso afirmar que, principalmente, para ele, um gênio da humanidade, redentor de uma visão do futuro sempre muito aguçada, e consciente de como seria sua debilitação em seus últimos anos em vida, posso imaginar como foi difícil para Santos-Dumont suportar tanto desgosto depois de tantas glórias. Afinal, antes de tudo era um homem humano, assim como todos nós, mortais e imperfeitos. Foi uma perda irreparável, uma morte triste. Faltaram amigos.
AZERET

Anônimo disse...

Anônimo também sou conterrânea, e portadora de EM , moro em Brasília há mais de 30 anos. COnsidero o nosso compatriota e conterrâneo um gtrande herói , e sobretudo um exemplo que a EM não nos impede de termos qualidade de vida e sermos mais do que "especiais" ... Meu mail é gomesleituras@gmail.com,
Parabéns para os idelaisadores deste blog ...
Bjks, em todos ...
Dênia