domingo, 4 de janeiro de 2009

LHC - a máquina do fim do mundo e o big-bang

O LHC é a máquina responsável pela polêmica do fim do mundo, que tem como objetivo recriar o big-bang.
Em pleno século XXI, a ciência vive a expectativa de desvendar, segundo sua ótica a criação do mundo. A simulação de um big-bang, se bem sucedida, dará a humanidade uma nova visão da vida. Em julho desse ano (2009) a CERN dará continuídade ao experimento do LHC.
Foi uma decepção para muitos a falha ocorrida na conexão entre dois ímãs. Isso provocou um vazamento de hélio de uma tonelada e adiou para meados desse ano a retomada aos trabalhos, mas o incidente tranquiliza no que diz respeito ao sistema de segurança que funcionou ao primeiro problema apresentado.
2009 será um ano de muita badalação em torno da retomada das experiência do LHC (acelerador de particulas), também conhecida como "máquina do fim do mundo", "máquina de brincar de deus" ou "máquina do big-bang".
Físicos do mundo inteiro, comunidades científicas, jornalistas e curiosos, estão todos atentos as notícias vindas da CERN, sobre o (Large Hadron Collider), a maior máquina construída no planeta. O LHC, levou 14 anos para ser construída e teve um custo de 8 bilhões de dólares.
O acelerador LHC, é um tubo de 27 quilômetros de extensão, por onde as partículas subatômicas serão aceleradas a uma velocidade que se aproximará da velocidade da luz e irão colidir com os hándrons que se partirá em minúsculas partículas de matéria e energia. A partícula que mais interessa aos cientistas, são as chamadas Higgs-bóson, que são as partículas que deram ao universo aquilo que mais interessa, a matéria.
Os Higgs-Bóson, foi a partícula mensageira que carregou a energia de um campo que também tem o nome de Higgs. Encontrar a assinatura do bóson de Higgs nas placas detectoras do LHC em Genebra provaria a teoria amplamente aceita no mundo científico, a teoria do big-bang.
O grande desafio para os físicos do CERN, está em recriar no LHC, os higgs-bósons, partículas que jamais foram vistas, sem elas a ciência não poderá confirmar ao mundo a teoria do big-bang.

Experiência subterrânea tentará reproduzir Big-bang em miniatura


"Os técnicos tentarão primeiro injetar um raio em uma direção do colisor hermeticamente fechado e localizado cerca de 100 metros abaixo do solo.
Uma vez feito isso, se tudo ocorrer bem, os técnicos projetarão um raio, também a uma velocidade um pouco menor que a da luz, na direção contrária.
E então, depois de algumas semanas, os cientistas injetarão os raios nas duas direções e farão com que as partículas colidam entre si , inicialmente, com uma baixa intensidade. Mais tarde, avançarão para produzir diminutas colisões capazes de recriar o calor e a energia do "Big-bang", uma teoria sobre a origem do universo aceita pelos cientistas. O que ocorrer depois desses eventos é que, em seu ápice, poderiam acontecer cerca de 600 milhões de vezes por segundo e será registrado por detetores ultra-sofisticados colocados no LHC em quatro pontos de colisão." (Foto e Matéria - Reuters Brasil)

Para entender mais sobre esse assunto tão polêmico, deixo uma entrevista com Andy Parker, um físico experimental.


Andy Parker é um físico experimental. Isso significa que se dedica a comprovar por meio de experiências aquilo que os teóricos explicam apenas por meio de equações e raciocínios. Quando ele começou a trabalhar na construção do detector Atlas, do LHC, o enorme equipamento era apenas uma idéia num pedaço de papel. Parker falou a VEJA em seu escritório no Laboratório Cavendish, na Universidade de Cambridge, Inglaterra.


-Como o senhor define seu trabalho?

-Eu vou da teoria à prática. Meu trabalho é realizar as melhores experiências para testar as novas teorias que tentem explicar como o mundo funciona. Algumas vezes isso significa fazer descobertas, o que é muito empolgante. Na maior parte do tempo, os físicos experimentais provam que as teorias estão erradas.


-Vai ser fácil encontrar o bóson de Higgs no LHC?

-Higgs é a única partícula do Modelo-Padrão que não encontramos até agora, e não foi por falta de tentativa. Não sabemos exatamente quanto pesa, então precisamos procurá-la em toda parte. É como tentar achar algo no escuro. Num cenário favorável, nós encontraremos Higgs em um ano. Se a partícula for leve, a busca será mais difícil e poderá levar três anos ou mais.


-O que acontecerá se a partícula de Higgs não aparecer?

-Todo o nosso modelo de física de partículas se baseia no Higgs. Sem ele, seria difícil justificar nossas teorias. Então precisaremos encontrar algo novo para pôr em seu lugar. Para mim, seria muito mais interessante tentar encontrar esse algo novo do que uma coisa já esperada.

-Qual seria a maior descoberta do LHC?

-Encontrar outras dimensões do espaço. Seria tão excitante quanto descobrir uma "quinta dimensão", como aquela dos filmes de ficção científica. Há muitas teorias prevendo a existência de outras dimensões. Elas são a chave para a criação de uma teoria unificada da física que junte as quatro forças fundamentais da natureza.

-O senhor passou quase trinta anos trabalhando no projeto do Atlas. O que o manteve motivado?

-O desafio diário de projetar e construir o melhor detector de partículas possível, e também a possibilidade de revelar o que a natureza manteve escondido de nós.


-O que há de tão excitante em provocar a colisão de partículas?

-É uma maneira de ver o desconhecido ao recriar as condições que existiram logo depois do big-bang. Com um acelerador, nós podemos explorar os menores tijolos da matéria. E, claro, os aceleradores de partículas são uns "brinquedinhos" bem interessantes.
Estamos nos aproximando do ponto em que não haverá mais nada para ser descoberto? Não creio nisso.Toda vez que subimos na escala de energia dos aceleradores, encontramos novas coisas. A natureza sempre dá um jeito de nos surpreender e a ciência vai continuar fazendo novas perguntas, porque o homem é uma espécie curiosa. (Foto e Entrevista - veja)

6 comentários:

André disse...

quando eu era mais jovem eu até curtia.
voce sabe o que é o fim do mundo?
a morte!
abraços!!!

Rodrigo R. Neto disse...

Eu acredito que o LHC não vá causar dano algum. Acredito também que este medo em torno do que possa acontecer faz parte do marketing. Mas o que mais me impressiona é que o ser humano é capaz de fazer viagens espaciais, está prestes a descobrir a origem do universo e ainda existem pessoas que morrem de malária, gripe, AIDS, câncer, fome...

João Alberto disse...

Creio que estão brincando com uma coisa que não sabem no que vai dar, afinal, teoria é só teoria,na pratica poderá ser bem diferente.
Que Deus nos proteja.

luzdeluma disse...

Nada mal colocar em prática tudo o que foi escrito em teoria por cientistas diferentes. Será interessante a comprovação de todas elas ou mesmo constatar se Einstein estava correto em todas as suas teorias.
Beth, não pude passar antes para lhe desejar um feliz ano novo e o faço agora. Obrigada pela convivência e principalmente pela nossa sincronia de idéias. Vez ou outra sinto que elas andam em paralelo. Beijus

MDuval disse...

Um comentário ao comentário (rsrsrs...) do André, a morte não é o fim do mundo, mas o fim do que conhecemos como mundo. Que nada exista, que tudo seja um enorme acaso, mais um acerto do desconhecido, mas resta a nós fazer na morte o que, muitas e muitas vezes, não fazemos em vida: servir. Ainda que seja de alimento aos vermes.
ABÇos.
Margareth Duval

Mundo Melhore disse...

Olá,

Achei sua postagem interessante e por isso te convido a participar da Rede Social "Melhore o Mundo".

http://www.melhoreomundo.ning.com

Acredito que você tenha material interessante para compartilhar conosco.

Até