O círculo de Goseck foi descoberto a partir de fotografias aéreas de um campo de trigo em 1992. O responsável pela escavação do sítio arqueológico foi François Bertemes.
Goseck, além de ser um observatório solar, era usado como calendário e também como um lugar de cerimonias religiosas dos povos neolíticos. Observar e registrar os movimentos dos astros permitia aos povos antigos elaborar um calendário de plantio, além das motivações religiosas.
Veja na foto abaixo - O observatório de Goseck, composto de quatro círculos concêntricos. Sua dimensão original era de 75 metros de largura, além de possuir três portais, voltados para: sudoeste, sudeste e norte.

No solstício de inverno (21 de dezembro), uma pessoa que se coloque no centro do círculo, voltado para os portais do sudeste e sudoeste, pode acompanhar a trajetória do sol nascente e poente.

No ano de 2005, os alemães reconstruíram o círculo de Goseck, o observatório solar voltou a ter sua forma original, pois diferente de Stonehenge que foi um monumento construído em pedra, Goseck foi construído em madeira (por isso sua deterioração com o tempo). Na reconstrução dos círculos concêntricos de Goseck foram utilizados 2300 troncos de carvalho; Goseck é hoje, o observatório mais antigo do mundo (7000 anos), um importante ponto turístico germânico.

O círculo de Goseck é um dos grandes enigmas da humanidade, um observatório astronômico de 7000 anos, mais velho do que o monumento megalítico de Stonehenge, na Inglaterra. O círculo de Goseck, assim como Stonehenge, são provas cabais de que os povos neolíticos e da Idade do Bronze tinham grandes conhecimentos e sabiam observar e medir os movimentos dos corpos celestes com uma inacreditável precisão.
A cada descoberta arqueológica, fica a evidência de que a ciência na antiguidade estava íntimamente ligada a espiritualidade, ao mítico.
Veja também Stonehenge
Fotos - Wikipédia Círculo de Goseck e Google Imagem
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