quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Michael Jackson - Os Passos do Rei do Pop dos Anos 80

Michael Jackson, músico considerado o 'Rei do Pop', é um fenômeno musical dos anos 80. Os primeiros passos musicais de Michael Jackson como profissional foi aos 5 anos, aos 11 anos de idade era vocalista do Jackson Five. Terminada a fase do Jackson 5, início da década de 1970, Michael começa a carreira solo se tornando em pouco tempo o 'Rei do Pop'.



Em 1979, lança o álbum 'Off the Wall' e em 1982 gravou 'Thriller'(o álbum mais vendido da história) e se consagra de vez dominando o cenário da música pop. Michael Jackson criou um estilo único de dançar onde utilizava os pés em suas performances no palco; 'moonwalk' e 'robot' são os dois estilos totalmente novos de dançar que virou uma febre em todo o mundo. Jackson se torna o grande ícone da música pop e passa a inspirar e influenciar novos artistas no ramo do hip hop e R&B.



Melhores Álbuns de Michael Jackson

- Off the Wall - 1979
- Thriller - 1982
- Bad - 1987
- Dangerous - 1991
- HI Story - 1995





Melhores Vídeos de Michael Jackson

- Beat It
- Billie Jean
- Thriller
- Black or White

A imagem pública de Michael Jackson foi abalada por várias polêmicas, entre elas a fixação em mudar sua aparência. Excêntrico em demasia, Michael com o tempo se tornou uma figura bizarra: clareou a pele, afilou o nariz e alisou os cabelos; tantas mudanças que acabaram desfigurando o 'King of Pop'.



Em 1993, um escândalo mancha a reputação de Michael Jackson, foi acusado de pedofilia, e mais tarde julgado inocente por falta de provas. Mais de uma vez foi veículado na imprensa acusações de abuso sexual infantil, se foi verdade ou oportunismo de quem o acusou, nunca foi provado. O certo que, sua carreira de muito sucesso somado às inúmeras polêmicas envolvendo seu nome, tornou Michael Jackson um dos homens mais conhecidos mundialmente, uma celebridade, que teve o nome e o rosto estampados em jornais e revistas do mundo todo: abuso sexual infantil, Inseminação artificial, casamento arranjado, exibição do filho com um pano na cabeça e colocado para fora da janela, isolamentos em mundo particulares; São fatos que causaram severas críticas à Jackson. Círcula nos bastidores que Michael passa por problemas financeiros. Quem sabe isso explique o leilão dos pertences do Rancho Neverland. Leia a biografia e obra completa de Michael Jackson acessando os links no rodapé da página.

Michael Jackson vai leiloar seus brinquedinhos: mobílias, equipamentos, aparelhos domésticos e peculiaridades do Rancho Neverland (terra do nunca).

1- Quadro, onde Jackson aparece vestido de rei e a máscara usada por ele no filme "moonwalker", de 1988. Valor estimado: Entre US$ 4.000 e US$ 6.000.



2- Exemplar pessoal de "Peter Pan" que será leiloado. Edição do livro de J.M Barrie é datada de 1911. Ao lado, foto do suntuoso portão do Rancho Neverland (terra do nunca), que também vai a leilão.



3- Rolls-Royce de Michael Jackson, com detalhes em ouro, também faz parte do leilão.



4- Bola de basquete autografada por Michael Jordan e com dedicatória a Jackson.



Cerca de 2 mil objetos estarão sendo leiloados. O leilão, organizado pela Julien's Auction House, será realizado entre os dias 22 e 25 de abril de 2009 em Los Angeles. Os objetos tem preços variados e estão disponíveis para quem der o maior lance.

Site Michael Jackson - Biografia e dados da carreira
Fotos Google Imagem - Fotos objetos do leilão - Theking
Wikipédia - Biografia Michael Jackson

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Salvador Dalí Obras do Pintor Surrealista

Salvador Dalí foi um pintor surrealista, cujas obras de artes são originais, bizarras e extremamente criativas, suas pinturas tiveram forte conotação metafisica e sexuais . É considerado um dos mais criativos gênios do movimento surrealista. Excêntrico, ostentava como marca pessoal um esquisito bigode. Tinha uma personalidade muito extravagante e sem modéstia, costumava dizer: "Sou um monstro de inteligência". Suas obras são uma combinação de imagens bizarras e oníricas de extrema qualidade plástica. Além de pintor, Dalí realizou trabalhos para o cinema, esculturas, fotografias, desenhou jóias e ilustrou livros.
Salvador Dalí nasceu na Espanha, 1904, dia 11 de maio.
Um coquetel de medicamentos não prescritos danificou seu sistema nervoso provocando um fim em suas atividades artísticas. Sofria do Mal de Parkinson, e morreu no dia 23 de janeiro de 1989, na cidade natal de Figueiras, Espanha.


Dalí adorava o luxo e tinha uma paixão irresistível por dourado e por roupas. Casado com Gala Éluard, uma mulher gananciosa e extravagante que zelou toda a sua vida por Dalí e sua obra, e foi responsável pela saúde mental do marido. Muitos atribuem à Gala Éluard, o sucesso de Dalí, cuja a banalização e comercialização da obra do gênio surrealista, é atribuída também à ela, que era cultuada pelo pintor catalão de forma exagerada como a grande musa de sua vida, deificada muitas das vezes em suas pinturas.

Foto de Salvado Dalí e Sua Musa, Gala Éluard


Salvador Dalí foi um dos mais importantes pintores do movimento artístico denominado surrealismo, movimento fortemente influênciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, que enfatizava o papel do inconsciente na atividade criativa.
Apesar da semelhança e influência do mestre Chirico, as pinturas de Dalí são originais, povoadas por alegorias metafísicas e sexuais, em um mundo onírico.
Os representantes mais importantes do surrealismo foram os artistas plásticos René Magritte, Max Ernst e Miró, pintor catalão que convenceu Salvador Dalí a transferir-se para París e aderir o movimento surrealista. A maioria dos artistas plásticos surrealistas, são originados do movimento Dadaísmo.
Salvador Dalí foi alvo de duras críticas por parte dos artistas surrealistas e esteve envolvido em várias polêmicas, comandada por André Breton, o pai do movimento surrealista. Breton acusou Salvador Dalí de ser "Ávido por dólares". Dalí foi expulso do movimento surrealista, pois no momento da guerra civil espanhola, apoiou o regime autoritário de Francisco Franco. Expulso do movimento, em resposta, disse: "Sou o próprio Surrealismo".
Na biografia de Salvador Dalí, consta que ele era uma pessoa que gostava exageradamente de chamar a atenção, a ponto de causar desagrado a quem estava perto. Mas, polêmicas a parte, Dalí é sem dúvida nenhuma um dos grandes gênios do surrealismo e suas obras não deixam dúvidas.

Obras de Salvador Dalí

A Persistência da Memória - 1931


A persistência da memória, o mais conhecido dos quadros, é um quadro pequeno (24x33cm), Dalí levou apenas 2 hrs para realiza-lo.
A flacidez dos relógios dependurados e escorrendo mostram uma preocupação humana com o tempo e a memória. A cabeça adormecida que aparece nesse quadro, em muitos outros também, é o próprio Dalí presente.

Metamorfose de Narciso - 1937


O mito grego de Narciso, o jovem belo que viu sua imagem refletida em uma fonte e se apaixonou por ela. Segundo uma das versões, incapaz de satisfazer seus desejos ele se transformou em árvore; em uma outra alternativa dramática, ele se inclinou para frente até abraçar a imagem, caiu de cabeça dentro d'água e se afogou. Depois os deuses o transformaram em flor, Dali mostra Narciso sentado à beira de um lago, olhando para baixo, enquanto, próximo, uma figura de pedra se decompondo se parece bastante com ele. No fundo, um grupo de figuras nuas faz poses, enquanto uma figura semelhante a um narciso aparece no horizonte.

O sono - 1937


Em sono, Dali recriou o tipo de cabeça grande e mole e o corpo inexistente que aparecia com tanta frequência nos seus quadros por volta de 1929. Neste caso, entretanto, o rosto não é um auto-retrato. Sono e sonhos são temas comuns aos surrealistas, uma vez que é dormindo e sonhando que temos o dominio do inconsciente. O homem adormecido de Dali está dormindo precariamente sobre muletas. Muletas sempre foram a marca registrada de Dali, sugerindo a fragilidade em que nossa realidade se apoia. Até o cachorro está sustentado por ela. Toda a luz desta obra, mostra a ideia de fuga do mundo real.

Espanha - 1938


Espanha, pátria de Dalí, devastada pela guerra, está representada por uma mulher cuja cabeça e dorso superior podem também ser percebidos como grupos de homens lutando; os lábios dela correspondem a tunica vermelha de uma dos combatentes, os seios, as cabeças de dois cavaleiros. Tanto o rosto, quanto os combatentes estão pintados no estílo de Leonardo da Vinci.

Crianças Geopoliticas Assistindo ao Nascimento do Novo Homem - 1943


Após a segunda guerra mundial, imaginava-se que o mundo seria outro e que nasceria um novo homem dessa experiência traumática que é a guerra .
Mas a visão de Dalí não demonstra este otimismo. A criança que assiste ao nascimento está assustada e a mulher que aponta para o acontecimento, a saída do homem do ovo - mundo, é ao mesmo tempo esquelética e musculosa. É uma atmosfera de ameaça e não de alegria. O ovo é o próprio mundo, com uma casca mole, onde os continentes são moles e estão derretendo: misteriosamente, a África ocidental deixou cair uma lágrima. Há uma gota de sangue escorrendo da abertura de onde sai o homem.

A Desintegração da Persistência da Memória - 1952


Na reelaboração do seu famoso persistência da memória, Dalí usou o espírito da desintegração nuclear. Um quadro simboliza a persistência e o outro a desintegração. tudo está fragmentado em blocos geométricos; a maior parte da cena está sob a água, que Dali transformou numa espécie de pele, dependurada num galho.

A Última Ceia - 1955


Como os outros quadros de Dalí, 'A última ceia' provoca amplas reações: alguns críticos a denunciaram como banal, enquanto outros acreditam que Dalí conseguiu dar mais vida à imagem da Santa Ceia.
Jesus e os 12 apostólos, com as cabeças baixas, ajoelham em torno de uma grande mesa de pedra, suas formas sólidas constrastam com a transparência de Cristo. Dalí construiu este quadro baseando-se nos estudos de Leonardo da Vinci, que pintou a mais famosa das Santas Ceias.

Mais Obras de Salvador Dalí







Escultura - Rinoceronte vestido con puntilhas (rendas), 1956 - Pesa 3.600 quilos



Para entender a obra de Salvador Dalí, é preciso conhecer os simbolismos recorrentes de suas pinturas:

Relógio Fundido - Sugere a Teoria de Einstein, onde o tempo é relativo, a preocupação humana com o tempo e a memória.
O Elefante - Uma distorção do espaço.
O Ovo - pré-natal, o mundo.
A Formiga - morte, decadência, imenso desejo sexual.
O Caramujo - a cabeça do homem.
Gafanhoto - desperdício e medo.

Museu Dalí em Figueres, Catalunha, Espanha, onde está a exposição permanente da coleção de Salvador Dalí, além de conhecer o conjunto de 39 jóias, criadas por Dalí. A mais famosa jóia criadas por Dalí foi "The Royal Heart", trabalhada em ouro e incrustada com quarenta e seis rubís, quarenta e dois diamantes e quatro esmeraldas, criada de forma a que o centro "Batidas" assemelha-se a um verdadeiro coração.


Faça um passeio virtual e conheça toda a obra de Dalí, acessando Dalí Gallery

Fonte de pesquisa
Biografia de Salvador Dalí - Wikipédia
Pintores Famosos - Dalí
Educação Uol - Álbum Dalí
Fotos - google Imagem

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Mandala - Círculo, Símbolo Divino da Arquitetura do Cosmo

Mandala é uma palavra , que significa círculo. Mandala - símbolo geométrico da dinâmica energética entre o homem, o cosmo e o divino. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia. Em várias épocas e cultura, a mandala foi usada como expressão científica, na, nas artes, e nas expressões religiosas, um reencontro com Deus.



Podemos ver mandalas na arte rupestre, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras da Índia, nas mandalas e thankas tibetanas, nas rosáceas da catedral de chartres, nas danças circulares, nos rituais de cura e arte índigenas, na alquimia, na magia, nos escritos herméticos e na arte sacra dos séculos XVI, XVII e XVIII.
O objetivo da arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades.

Taiji - Símbolo Yin Yang



Esta mandala é uma representação do Tao. Na filosofia chinesa
este símbolo representa os princípios femininos Yin (preto) e o
masculino Yang (branco), que dentro da mandala (o círculo)
representa o todo, ou seja, o Tao (o Caminho).

A forma mandálica pode ser encontrada em todo início, na terra e no cosmo: a célula, o embrião, as sementes, o caule das árvores, as flores, os cristais, as estrelas, os planetas, o sol, a lua, as galáxias. A própria terra foi formada por uma explosão mandálica.

O Cérebro Humano - Forma Mandálica



Explosão Estelar



Toda explosão tem forma circular, seja de uma bomba, ou de uma estrela, como neste exemplo. No Universo as formas circulares e espiraladas são comuns.

Rosa



As flores possuem características e simbolismo próprios e formam lindas mandalas que harmonizam as pessoas e os ambientes.

Para que serve a Mandala?

A mandala pode ser utilizada na decoração de ambientes, na arquitetura, ou como instrumento para o desenvolvimento pessoal e espiritual. A mandala pode restabelecer a saúde interior e exterior. Pode-se usar a mandala para a cura emocional, cura de ambiente, como familiar e o de trabalho, ou para preparar um espaço especial, onde se pode meditar ou fazer sessões de cura, como massagem, Reiki (cura pelas mãos), astrológica, psicoterápica, atendimento clínico.

A Catedral de Brasília, assim como outras catedrais, usa a mandala para criar um ambiente sagrado e especial, muitos templos usam a geometria sagrada e a forma circular para fazerem suas construções e, assim, formarem uma aura protetora e especial no lugar.





Os budistas construíram as famosas Stupas, que são lugares consagrados à oração (santuários dos Budas - relicários). Dentro delas há relíquias de mestres iluminados, orações, pedras especiais e outros apetrechos sagrados. Elas possuem forma mandálica e os seguidores as reverenciam.



A forma geral da stupa demostra simbolicamente o caminho para a iluminação, budismo, da sua base, atraves do caminho, até o cume da percepção. Cada uma das oito stupas tem um significado particular, que representa um evento único na vida de Shakyamuni Budda.

Também a astrologia utiliza a forma mandálica para diagramar o zodíaco. O diagrama astrológico contém doze setores de 30 graus cada um, onde estão colocados os signos do zodíaco e que correspondem às doze constelações de estrelas fixas, as quais conservam até hoje o mesmo nome que na Antigüidade: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário, e terminando a Mandala Astrológica por Peixes.



Quando o astrólogo faz a leitura de um mapa natal ou mapa astral, percorre cada um desses setores que são regidos pelos planetas Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão, correspondentes às casas onde ocorrem as experiências da vida. Vamos encontrar várias mandalas feitas pelos alquimistas com o tema da astrologia, principalmente nos séculos XVI a XVIII.

COMO ATUA O TRABALHO COM MANDALA

A mandala trabalha os seguintes aspectos pessoais: físico, emocional e energético. No aspecto físico, promove-se o bem-estar, o relaxamento e a prevenção do estresse. Emocionalmente, pode trabalhar conteúdos oriundos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois sinaliza aqueles que irão emergir. Neste trabalho (mandalas pessoais), é muito comum surgirem traumas passados, que são colocados no desenho de forma sutil, só percebidos por quem souber fazer a leitura do que está sendo sinalizado. Esta leitura se faz por meio do traço, da forma, das cores, dos símbolos e de vários outros aspectos que aparecem quando se desenha uma mandala pessoal.
Qualquer pessoa pode se conhecer e se trabalhar com mandalas, tanto com a ajuda de um terapeuta, quanto sozinho. A pessoa pode fazê-lo confeccionando e colorindo mandalas, ou, ainda, meditando com elas. A mandala irá colocar, de forma sutil, no lugar certo aquilo que se encontra fora de lugar, Carl Gustav Jung diz que “A mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora.”
No aspecto energético, a mandala ativa, energiza e irradia, podendo harmonizar ambientes físico ou pessoal carregados negativamente, ou aura de sofrimento e tristeza. Ainda energeticamente, a mandala pode levar a pessoa a contatos com dimensões supraconscientes e ao encontro de um caminho espiritual. Neste sentido, a mandala foi, e ainda é, muito utilizada para a meditação e para o desenvolvimento e a ampliação da consciência. No budismo tibetano os monges fazem-na de areia para depois serem ofertadas às divindades.
É importante saber que para qualquer finalidade que se queira alcançar trabalhando com mandalas tem de se desenvolver a perseverança, a persistência e a força de vontade. Trabalhar com mandalas é uma forma carinhosa de abrir o coração para a criatividade, a intuição e o amor.

Mandalas

Mandala tibetana Kalachakra ou Roda do Tempo




Kalachakra é uma divindade do budismo tibetano e reside no centro da mandala.
Esta mandala conecta com a paz e o equilíbrio interior e exterior e pode ser interpretada em três níveis: externo ou mundo físico, correspondendo aos elementos do universo, ao tempo e espaço, a matemática, astronomia e astrologia; interno ou corporal, correspondendo aos agregados psicofísico e a fisiologia do tantra e por último ao nível alternativo ou energia corporal, correspondendo aos caminhos das yogas e da meditação.

Calendário Maia



Os Maias possuiam um sistema circular de calendários que sincronizava com dois outros: o calendário Tzol'kin e o calendário Haab. O Calendário Maia prevê o final do ciclo terreno atual no ano 2012 quando se dará início a uma nova era.

Mandala Indiana



O QUE SE GANHA TRABALHANDO COM MANDALAS

A pessoa que trabalha com mandalas, sozinha ou com a ajuda de um terapeuta, beneficia-se de várias formas:

- prevenindo o estresse;

- preservando e organizando a saúde psíquica;

- aumentando a capacidade de atenção e de concentração;

- aumentando a capacidade de receptividade;

- aumentando a harmonia, a calma e a paz interior;

- aumentando a criatividade;

- ampliando a consciência;

- desenvolvendo o Eu Superior;

- encontrando um caminho espiritual.


Fonte:
Wikipédia Mandala (símbolo)
Mundo das Mandalas
Artigo Mandala

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Amor, Substantivo Feminino - História à Procura de Imagens

Uma História à Procura de Imagens - História de Cinema

Sua história daria um filme?

Com essa pergunta, a revista Continuum convidou seus leitores a narrar situações reais que renderiam boas cenas de cinema. A redação recebeu 224 relatos e o escolhido foi Amor, Substantivo Feminino, de Jesuane Salvador, de Poços de Caldas, Minas Gerais.

Que filme você faria com esta história?

Tendo em mãos uma filmadora, um celular, um software de animação ou qualquer outro dispositivo que gere imagens em movimento, interprete o episódio. Os melhores vídeos, selecionados pelo conselho editorial da Continuum, serão exibidos no site do instituto e seus autores ganharão o livro Ensaios e Reflexões − que reúne textos sobre a presença da linguagem cinematográfica nas artes visuais − e os catálogos da exposição Cinema Sim e da mostra O Visível e o Invisível, que exibiu filmes e vídeos que representam a produção cinematográfica realizada por artistas contemporâneos.

O autor do melhor vídeo ganhará, ainda, uma bolsa da oficina de adaptação na Academia Internacional de Cinema, de São Paulo, que apoia essa ação.

Os vídeos podem ser enviados até o dia 31 de março ao e-mail
participecontinuum(arroba)itaucultural.org.br ou ao endereço Avenida Paulista, 149, 5º andar, CEP:
01311-000, São Paulo e devem ter, no máximo, cinco minutos de duração. Leia o regulamento completo.




Imagem: João Pinheiro

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sete Maravilhas do Mundo Antigo

As sete maravilhas do mundo antigo, são uma lista de obras arquitetônicas erguidas na antiguidade clássica: Pirâmides de Gizé, Jardins Suspensos da Babilônia, O Templo de Ártemis em Éfeso, Estátua de Zeus em Olímpia, O Colosso de Rodhes, Mausoléu de Halicarnasso e o Farol de Alexandria. De todas as maravilhas do mundo antigo, apenas as pirâmides de Gizé ainda continuam em pé, as outras, umas são ruínas e outras tem existência dúvidosa, a exemplo, os jardins suspenso da Babilônia. Tudo que se sabe sobre essas maravilhas, surgiram dos relatos escritos por antigos navegantes e alguns podem ser comprovados por estudos arqueólogicos modernos. O certo é que as Sete Maravilhas do Mundo Antigo, lendas ou não, foram fonte de inspiração de poetas, políticos, escritores e pintores. Leia um pouco mais sobre cada uma dessas maravilhas:

Pirâmides de Gizé

As três pirâmides de Gizé: Keóps, Quéfren e Miquerinos, única antiga maravilha do mundo antigo que ainda existe. construída por volta do ano 2550 a.C, a pirâmide do meio, chamada de Khufu (Queóps), é uma construção de 230 metros de altura, a maior construção feita pelo homem, até que em 1889 foi construída a torre Eiffel.
Perto das três pirâmides, a esfinge se mantém em guarda.



Jardins Suspensos da Babilônia

Não fosse a dúvida de ter existido de fato, os jardins suspensos da Babilônia seria a segunda mais antiga das maravilhas do mundo antigo construído no século 6 a.C.
O conhecimento que temos hoje sobre os jardins suspensos da Babilônia vêm de interpretações de relatos antigos ou de visões artísticas da maravilha, pois nunca foi encontrado um sítio arqueólogico ou outro vestígio que pudesse comprovar sua existência.
Segundo teoria que sustenta sua existência, os jardins suspensos da Babilônia ficava ao lado do rio eufrates, na mesopotâmia (atual sul do Iraque). Eram terraços superpostos onde foram plantados árvores e flores, e ficava perto do palácio do Rei Nabucodonoso, que os teria mandado construir em homenagem à sua mulher, pois era como uma lembrança da terra natal da mesma.


Templo de Ártemis em Éfeso

O templo de Artemis em Éfeso (maior cidade da ásia menor), atual Turquia, foi construído para a deusa grega da caça e protetora dos animais selvagens,considerada a deusa padroeira do templo. Foi o maior templo do mundo antigo, em estilo arquitetônico jônico, foi construído em 550 a.C. pelo rei Creso, da Lídia. Hoje existe apenas um pilar da construção original em suas ruínas.



Foi destruído em 356 a.C. por Eróstrato, que acreditava que destruindo o templo de Ártemis teria seu nome espalhado por todo o mundo. O templo, começou a ser reconstruído em 323 a.C., ano da morte do macedônio. Mesmo assim, em 262 d.C., ele foi novamente destruído, desta vez por um ataque dos godos. Com o crescimento do cristianismo, o templo foi perdendo importância.

Estátua de Zeus em Olímpia

Zeus era o rei dos deuses gregos da mitologia que vivia no olimpo. A estátua de Zeus em Olímpia foi construída no século 5 a.C por Fídias. Feita em ouro e marfim e decorada com pedras preciosas, tinha entre 12 a 15 metros de altura e foi destruída em 462 d.C por um terremoto, após ter sido transferida para constantinopla (hoje, Istambul).


A estátua tinha um objeto em cada mão: na direita, uma estátua de Nike, a deusa da vitória, e na direita um cetro adornado por uma água. O trono de Zeus continha imagens em relevo sobre a mitologia dos deuses, semideuses e outros heróis.
A lenda diz que, ao concluir a escultura, Fídias pediu a benção de Zeus. Em resposta, um relâmpago atingiu o templo.

Colosso de Rodes (Rodhes)

O Colosso de Rodes é uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Mítica e imponente, era uma estátua de bronze de aproximadamente 30 metros que pesava 70 toneladas. Finalizada em 280 a.C pelo escultor Caré de Lindos, representava o deus Hélios que em sua mão direita segurava um farol que guiava as embarcações que entravam no porto da ilha grega a noite, que obrigatoriamente passava por entre suas pernas, já que cada um de seus pés se posicionavam em cada margem do canal que levava ao porto.
A estátua foi construída em comemoração a retirada das tropas macedônias que tentavam conquistar a ilha, e o material usado para sua confecção foram as armas deixadas pelo exército da macedônia.


A lendária Estátua do Colosso de Rodes, fonte de inspiração de poetas, políticos, escritores e pintores, ficou de pé durante 55 anos e após um terremoto caiu no fundo da baía ficando lá até que os Árabes chegaram na cidade e a venderam como sucata.
Apesar de Ptolomeu III ter se oferecido para reconstruí-la, os habitantes não aceitaram por acreditar na crença de que haviam de alguma maneira ofendido o deus Hélios.

Mausoléu de Halicarnasso

O mausoléu de Halicarnasso foi o suntuoso túmulo que a rainha Artemísia II de Cária mandou construir sobre os restos mortais de seu irmão e marido, o rei Mausolo, em 353 a.C.. Foi construído por dois arquitetos gregos — Sátiro e Pítis — e por quatro escultores gregos — Briáxis, Escopas, Leocarés e Timóteo.


Uma colina com vista para a cidade e a baía foi selecionada como local do mausoléu. Os trabalhos foram iniciados em 353 a.C. O mausoléu tinha 45 metros de altura, com uma base de 32 metros; incluía uma pirâmide de 24 degraus e sete metros de altura; e uma estátua encimando o conjunto, com altura de seis metros. O historiador Plínio, da era clássica, escreveu que o perímetro do mausoléu tinha 134 metros. Escavações mais modernas levaram uma equipe dinamarquesa que trabalhou no local entre 1966 e 1977 a revelar que a construção provavelmente tinha 30 por 36 metros, com 36 colunas de sustentação.
No século 15, terremotos abalaram a fundação do mausoléu, que despencou lentamente. Por volta de 1494, os Cavaleiros de São João de Malta usaram os restos do tempo para reforçar seu castelo. Eles também queimaram colunas de mármore para criar argamassa.


Escavações no mausoléu localizaram coisas bastante interessantes. Em 1522, Charles Guichard localizou a câmara de sepultamento de Artemísia, que continua um sarcófago de alabastro - mas, misteriosamente, nenhum cadáver. A equipe dinamarquesa que escavou o local no fim dos anos 60 encontrou restos de ovos, pombas, carneiros e bois, provavelmente oferecidos ao rei e rainha como alimentos para depois da morte.
Hoje, os fragmentos desse monumento são encontrados no Museu Britânico, em Londres, e em Bodrum, na Turquia.

Farol de Alexandria

De acordo com Plutarco, Alexandre teve um sonho no qual foi instruído a procurar a pequena ilha de Faros, logo ao largo da costa do Egito. Ele escolheu Ptolemeu 1° Soter, um dos generais de seu exército, para liderar a colonização da ilha. Ptolomeu decidiu que Faros precisava de algo que a identificasse, simbólica e literalmente, pois a costa era difícil de navegar.

Representação gráfica do Farol de Alexandria


Alguns estudiosos atribuem a idéia do farol a Ptolomeu e outros a atribuem ao mouseion, um conselho consultivo do governo. A construção começou por volta de 285 a.C. Um homem chamado Sóstrates de Cnido teve papel decisivo no processo. Alguns relatos o apontam como patrocinador financeiro da obra. O farol custou cerca de 800 talentos, ou barras de prata, o equivalente a cerca de US$ 3 milhões. Outros relatos o apontam como arquiteto do farol.
Ele foi construído de mármore e argamassa, e tinha três andares. O primeiro nível era retangular, o segundo octogonal e o terceiro cilíndrico. Por sobre o terceiro piso existia uma estátua - ou de Zeus ou de Poseidon, deus do mar. Relatos de viajantes mouros do século 10 d.C. estimam a altura do farol em 300 cúbitos, ou 137 metros.

Fonte de Pesquisa e fotos:

Uol- As sete maravilhas do mundo antigo
Wikipédia - Sete maravilhas do mundo antigo
Google imagens

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Joãosinho Trinta - A Trajetória e Projetos do Mestre do Carnaval Brasileiro

Joãozinho Trinta é o apelido de João Clemente Jorge Trinta, maranhense que nasceu na cidade de São Luís, 23 de novembro de 1933. Artista plástico e carnavalesco, um grande ícone do carnaval brasileiro que veio para o Rio de Janeiro ainda jovem e estudou dança clássica no Teatro Municipal RJ, montou óperas e balés: "O Guarani" de Carlos Gomes e "Aida", de Giuseppe Verdi.
Sua notoriedade foi conquistada como carnavalesco: ousado, polêmico e criativo. A trajetória de sucesso começou quando ingressou na Escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, em 1961, como assistente do carnavalesco Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, juntos conquistaram o primeiro lugar do segundo grupo com o samba enredo "Eneida: Amor e Fantasia.
Os anos seguintes confirmam que Joãosinho Trinta nasceu predestinado a profissão de carnavalesco. A trajetória de vitórias, polêmicas faz de Joãozinho Trinta, um gênio ousado, um ícone do carnaval brasileiro.
Em 1973, Joãosinho passou, juntamente com a artista plástica Maria Augusta, a ser o carnavalesco do Salgueiro.
Com o Samba enredo, "O Rei de França na Ilha da Assombração" conquistou o primeiro lugar do grupo 1, em 1974. Em 1975 a façanha se repetiu com o samba enredo "O Segredo das Minas do Rei Salomão", foi o primeiro lugar do grupo 1.
Em 1976 após se afastar da Escola Acadêmicos do Salgueiro, Joãosinho Trinta tranferiu-se para a Beija-flor de Nilopólis onde criou e colocou em execução um belíssimo programa social de inclusão da população carente, e se mostrou um líder competente e criativo.
Gerou muitas polêmicas ao misturar o sagrado em uma festa culturalmente profana e com isso um grande desafeto com a Igreja Católica. Foi alvo também de duras críticas por levar para avenida fantasias muito luxosas, a essas críticas respondeu com a frase histórica: "Quem gosta de miséria é intelectual".
Nos 17 anos que trabalhou como carnavalesco da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, Joãosinho Trinta conquistou os seguintes títulos:

1976- Sonhar com Rei dá Leão - 1º lugar
1977- Vovô e o Rei da Saturnália na Corte Egípcia - 1º lugar
1978- A criação do Mundo na tradição Nagô - 1º lugar
1979- P Paraíso da Loucura - 2º lugar
1980- O Sol da meia noite, uma viagem ao país das maravilhas - 1º lugar
1981- A oitava das sete maravilhas do mundo - 2º lugar
1982- O olho azul da serpente - 2º lugar
1983- A grande constelação das estrelas negras - 1º lugar
1984- O gigante em berço esplendido - 3º lugar
1985- A lapa de adão e eva - 2º lugar
1986- O mundo é uma bola - 2º lugar
1987- As mágicas luzes da Ribalta - 4º lugar
1988- Sou Negro do Egito, à liberdade - 3] lugar
1989- Ratos e urubus larguem a minha fantasia - 2º lugar
1990- Todo mundo nasceu nú - 2º lugar
1991- Alice no país das maravilhas - 4º lugar
1992- Há um ponto de luz na imensidão - 7º lugar - ùltimo desfile feito pelo Carnavalesco Joãosinho Trinta, pela Escola Beija-Flor de Nilópolis.

Outras conquistas depois que saiu da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis

Em 1993, Joãosinho Trinta não participa do carnaval.
Em 1994, o carnavalesco volta ao cenário do carnaval carioca, dessa vez como carnavalesco da Escola de Samba Unidos da Viradouro. Com o samba enredo "Teresa Benguela - Uma Rainha Negra no Pantanal", conquistou o 3º lugar do grupo especial.
Em 1995, pela Viradouro, conquista o 8º lugar do grupo especial , com o enredo "O Rei e os Três Espantos de Debret.
1996, com o enredo "Aquarela do Brasil, ano 2000", amargou o 13º lugar do grupo especial.
1997, conquistou o primeiro lugar do grupo especial, com o enredo "Trevas! Luz! A Explosão do Universo". Joãosinho Trinta sofre um derrame, que paralisou um lado do seu corpo, mas mesmo assim continuou seu trabalho.
1998, ainda na Viradouro, conquistou o 5º lugar, com o enredo "Orfeu o Negro do Carnaval".
1999, o enredo "Anita Garibaldi, Heroína das Sete Magias", ganhou o 3º lugar do grupo especial.
No ano de 2000, Joãosinho Trinta fez seu último carnaval como carnavalesco da Viradouro. com o tema ""Brasil, visões de Paraíso e Infernos", conquistou o 3º lugar do grupo especial.

Em 2001 joãosinho Trinta entra para a escola Acadêmicos do Grande Rio, e com o tema "Gentileza, o Profeta Sai do Fogo", conquista o 6º lugar do grupo especial.
2002, o tema do enredo foi "Os Papagaios Amarelos nas Terras Encantadas do Maranhão", que conquistou o 7º lugar do grupo especial.
2003, ainda como carnavalesco da Grande Rio, Joãosinho Trinta conquista o 3º lugar do grupo especial, com o enredo "O Nosso Brasil que Vale".
Em 2004, Joãosinho Trinta faz seu último carnaval pela Grande Rio. Com o enredo "Vamos Vestir a Camisinha meu Amor", uma abordagem sobre a prevenção da Aids, gerou mais uma polêmica com a Igreja católica e com a própria diretoria da escola de samba Grande Rio, que não ficou satisfeita com a concepção do enredo, que segundo a diretoria Joãosinho Trinta fugiu da ideia original que era a conscientização do uso da camisinha e do perigo das doenças sexualmente transmissíveis, e voltou-se para um tema mais sexual e tentou levar para avenida carros alegóricos que reproduziam imagens do "Kama Sutra", tendo dois carros com cenas de sexo, cobertos no dia do desfile, por determinação da promotoria de infância e juventude. A escola ficou em 10º lugar e no dia da apuração o carnavalesco foi demitido do cargo.
Nesse mesmo ano a escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, homenageou Joãosinho ao levar para avenida a vida e a obra do grande gênio, um "Tributo ao Mestre". Joãosinho é vitima de mais uma isquemia.

Afastado a quatro anos das escolas de samba do Rio de Janeiro, Joãosinho Trinta volta ao cenário em grande estilo. Esse mês, joãosinho Trinta foi passear em Goiáis, cavalcante, uma pequena cidade do interior, com apenas 10 mil habitantes. Recebido como Rei, Joãosinho ensinou e ajudou os moradores, que acostumados a folia de Reis e música caipira, organizarem um grande e animado carnaval. Improvisou um barracão, desenhou fantasias e orientou as costureiras, organizou bateria e convidou descendente de escravos para apresentar a sussa, dança tipica quilombola, e provou com a genialidade e ousadia própria de sua personalidade, que carnaval é uma festa brasileira que tem raízes mesmo quando o povo não tem consciencia disso. O ensaio foi uma festa que levou ao delírio quem nunca antes havia brincado um carnaval.

Os problemas de saúde do mestre, parece não impedi-lo de fazer audaciosos projetos, um deles é formar uma escola de samba que viajará o mundo. Pensando nisso, Joãosinho Trinta vai assistir os desfile das escolas de samba de São Paulo, na tentativa de buscar apoio de empresários e escolas de samba.


Outro grande projeto de Joãosinho trinta é um enredo que pretende falar de Brasilia, em comemoração aos 50 anos da criação da cidade. Nada melhor do que falar de Brasilia com quem mais entende do assunto, seu criador Oscar Niemeyer, que já se comprometeu com a criação de um dos carros alegóricos. Uma das ousadias do carnavalesco é levar para a avenida todos ex-presidentes do Brasil que estiverem vivos e os já falecidos seriam representados por atores.
Tudo indica que há uma grande chance da Escola de samba Beija-Flor de Nilópolis abraçar esse projeto do Carnavalesco Joãosinho Trinta. Seria uma trindade espetacular essa união entre dois gênios, e uma escola que é uma das maiores referência do Carnaval Carioca. Vamos Aguardar para assistir essa apoteose!

Entrevista da Folha de São Paulo com Joãosinho Trinta

FOLHA -O que o Joãosinho Trinta anda fazendo?

JOÃOSINHO TRINTA - Temos o projeto "Samba das Nações". Tive a idéia há um ano. É a criação de uma escola de samba de atuação internacional, que deve viajar pelo mundo com temas que envolvem todos os povos, como meio ambiente, fome, violência e conflitos étnicos. Vim tentar o apoio aqui porque iremos formar a escola com os elementos de todas as escolas de samba daqui de São Paulo. Vamos escolher de cada uma o que ela tiver de melhor, como a ala das baianas e a comissão de frente.

FOLHA - Por que as escolas de São Paulo?

JOÃOSINHO - Há possibilidade de lançarmos a escola aqui em São Paulo. A escola terá apoio, além das embaixadas, de grandes empresas brasileiras e internacionais, da ONU, da Unesco, do governo federal e de governos estaduais.

FOLHA - O que já tem de garantido nesse projeto?

JOÃOSINHO - A formatação da escola e o apoio de várias embaixadas, como da Austrália, dos Estados Unidos, da França, de Portugal, da Síria.

FOLHA - Como o senhor avalia o Carnaval de São Paulo? Está no nível do Rio?

JOÃOSINHO - Está chegando muito perto. Já se vê participação do povo, tem gente boa trabalhando.

FOLHA - O que está faltando?

JOÃOSINHO - Falta tempo para amadurecer. O Carnaval do Rio tem mais tempo.

FOLHA - O que o senhor acha do merchandising praticado pelas escolas daqui?

JOÃOSINHO - Ele é positivo. Depende da inteligência dos carnavalescos, porque qualquer assunto pode se tornar um tema de Carnaval. Eu mesmo tenho experiência própria, quando fiz o enredo para a escola carioca (Grande Rio) sobre a Vale do Rio Doce (em 2003), com o enredo "O Brasil que vale". Fiz isso sem citar e sem focar diretamente a empresa, contando sua história, que tem ligação com a do Brasil. Não desvirtua o espírito do carnaval.

FOLHA - A escola Rosas de Ouro vai lançar um novo produto no seu desfile deste ano, sobre o perfume. O senhor concorda com isso?

JOÃOSINHO - O perfume é um bom tema, é uma história bonita, mas se for muito afrontoso esse lançamento eu não concordo. Afrontoso é insistir numa marca. Mas se for feito de maneira sutil, se forem ressaltados outros ângulos, ai sim. Depende da forma. Mas esse lançamento de produto eu não gosto.

FOLHA - O senhor acha que já se torna exagero dentro da idéia de merchandising lançar um novo produto?

JOÃOSINHO - Já, dependendo da maneira. Errado é falar da marca explicitamente, distanciar essa marca do assunto principal.

FOLHA - O que o senhor acha das escolas usarem enredos com temas repetitivos?

JOÃOSINHO - Um enredo não é um tema que se repete, ele é a maneira de se fazer. Duas escolas podem ter o mesmo enredo e, no entanto, cada uma fazer um desenvolvimento totalmente diferente do outro.

FOLHA - A criatividade então não está no tema?

JOÃOSINHO - Está na confecção, na dinâmica de cada escola.

FOLHA - Como o senhor está se recuperando dos problemas de saúde?

JOÃOSINHO - Estou me recuperando muito bem. Decidi morar em Brasília por esse motivo (faz tratamento no hospital Sara Kubitschek). Vou criar oficinas de escultura, de fantasias, de evolução para as escolas de lá, trabalhando na orientação e formação de profissionais para a cadeia produtiva do Carnaval. Vou trabalhar por dois anos para mostrar resultados em 2010, no aniversário de 50 anos de Brasília.


Fonte:
Um Tributo ao Mestre do Carnaval - Uol Educação
Joãosinho Trinta Ajuda Cidade de Goiás com 10 mil habitantes a fazer carnaval
Joãosinho Trinta e Niemeyer juntos na Beija-Flor em 2010
Site da Escola de samba Beija-flor

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Rádio, Dança e Teatro 'Em Cena Sonora' - Baixe e Ouça

Rádio, dança e teatro: dá para misturar?

Esse foi o desafio que lançamos a artistas de várias origens − músicos, bailarinos, atores, diretores, poetas e coreógrafos.

O resultado é Em Cena Sonora, nova série da Rádio Itaú Cultural, com programas experimentais que misturam artes cênicas com peças sonoras.

Com diferentes abordagens, os quatro programas sugerem imagens, movimentos e encenações que você ouve ou baixa para ouvir onde quiser. Confira!



Imagem: Thembi Rosa em Caí, Levantei, mas Não Morri Ainda Não... | divulgação