quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Educação - Artes Visuais e Numismática

Quadro "As Meninas" - (Diego Velázquez)

O Núcleo de Educação do Itaú Cultural oferece visitas orientadas à exposição Cinema Sim - Narrativas e Projeções, que explora a linguagem cinematográfica nas artes visuais. A mostra apresenta 18 obras de 11 artistas, nacionais e internacionais, até 21 de dezembro. Confira o hotsite.

Há também atendimento educativo no Itaú Numismática, museu que conta com acervo de cerca de 7 mil itens. E o público pode conferir de perto essa coleção por meio da manipulação de moedas, que acontece aos sábados e feriados. Clique aqui para mais informações.

Todas as atividades têm entrada franca.

Agendamentos e informações 11 2168 1876 segunda a sexta 10h às 18h


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Turquia e a Cor de sua Realidade

Turquia, convidada de honra e tema da Feira do Livro de Frankfurt.
Slogan: "Turquia em todas as suas cores"


A Turquia é um país onde a democracia, de fato, mora longe. Há muitas restrições à liberdade de imprensa e seus jornalistas e escritores são perseguidos.
A minoria Curda sofre com sérios desrespeitos a sua cidadania, as crianças Curdas não podem estudar a sua lingua nas escolas turcas.
Atualmente cerca de 2,6 milhões de imigrantes Turcos vivem na alemanhã, causando sérios debates a respeito da integração desses imigrantes no contexto alemão.
O prêmio Nobel da Literatura em 2006, Orhan Pamuk, responde a processo por ter mencionado em uma entrevista o genocídio de Armênios por parte dos Turcos durante a Primeira Guerra mundial.
Pamuk, acha um absurdo que as lei da Turquia ainda permita esse tipo de acusação, que hoje mantém presos cerca de 20 escritores e jornalistas em suas prisões.
Com o Slogan "Turquia em todas as suas cores", o país que vem lutando desde de 2005 para se integrar como membro da União Européia, parece ver o tiro sair pela culatra.
Manifestantes de uma Ong Européia parodiando o Slogan da Turquia, espalhou pela cidade vários cartazes coloridos escrito: "Terra das cores e da proibição".
Parece que será uma longa caminhada até que a Turquia apresente ao mundo suas cores mais atraentes. O povo da turquia espera que o balanço desse debate seja positivo no que diz respeito aos direitos humanos de homens e mulheres que desejam liberdade de expressão e locomoção, direito de torcer e jogar futebol, ouvir música e humor.



Dados sobre a Turquia

A Turquia (Türkiye, em turco), cujo nome oficial é República da Turquia (Türkiye Cumhuriyeti), é um país eurasiático constituído por uma pequena parte europeia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Limita com oito países: Bulgária a noroeste, a Grécia a oeste, a Geórgia a nordeste, a Arménia, o Irão e o Nakichevan Azerbajano a leste, eo Iraque e a Síria a sudeste. É banhada pelo Mar Negro ao norte, pelo Egeu e o Mar de mármata a oeste e pelo Mediterrâneo ao sul. Sua Capital é Ancara. Leia mais sobre a história da Turquia

Turquia O Caminho das Civilizações

Fotos da Turquia - Galeria da Wikipédia


Basílica de Santa Sofia
Istambul

Ancara
Mausoléu de
Mustafa Kemal Atatürk
Fethiye
Muğla
Göreme
Nevşehir
Capadócia
castelo de algodão
Denizli
Konyaaltı
Antália

Antália
Teatro Aspendos
Hattusa
Portal do Leão

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Chico Buarque - Com Açúcar, Com Afeto

Francisco Buarque de Hollanda, nasceu no Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944. Filho do historiador e jornalista, Sérgio Buarque de Hollanda e Maria Amélia Cesário Alvim. Viveu sua infância em São Paulo, juntamente com seus pais e suas duas irmãs: Miúcha e Cristina Buarque de Hollanda, quando em 1953 seu pai foi convidado à trabalhar em Roma e levou toda a família.
Chico Buarque, músico, dramaturgo e escritor, foi um crítico fervoroso da ditadura militar e teve forte participação no processo de democratização brasileira. Suas canções sempre tiveram a preocupação de denúnciar os aspectos sociais, econômicos e culturais, e seu estilo musical teve influência da bossa nova, do samba e da MPB.
A música "A Banda" apresentada no festival da música popular brasileira de 1966 foi a porta de entrada para o sucesso, segundo declarações pessoais essa foi a música com a qual ele mais ganhou dinheiro. "A Banda" ganhou o primeiro lugar no festival da canção, empatada com a música "Disparada" de Geraldo Vandré. Declarações em um livro de Homem de Mello, diz que a música vencedora desse festival, foi "A Banda", mas que Chico Buarque ao saber dos rumores de que ganharia o festival, foi até a comissão do festival e disse que quem merecia ganhar era a música "Disparada", e que se isso não ocorresse ele entregaria no palco o troféu a Geraldo Vandré. A comissão resolveu dar o prêmio de primeiro lugar as duas músicas.
Durante muito tempo Chico Buarque usou o pseudônimo de Julinho de Adelaide, uma forma de driblar a censura, principalmente no governo do Presidente da República Emilio Garrastazu Médici. A música "Apesar de Você" foi uma crítica a esse presidente, que segundo lendas, a filha, para desgosto do seu pai, era uma fã ardorosa de Chico Buarque.
A música "Cálice" muitas pessoas acham que é uma parceira de Chico Buarque com Milton Nascimento, mas não, essa é uma parceira de Chico com Gilbeto gil.



No auge da ditadura militar muitos cantores e intelectuais brasileiros tiveram que deixar o Brasil. Chico Buarque, então casado com a atriz Marieta Severo, parte para morar na Itália, onde nasce a primeira filha do casal.


Escreveu muitas letras de músicas com Tom Jobim,Vinicius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Francis Hime, Edu Lobo, Ivan Lins, entre outros.


Suas interpretes preferidas foram: Maria Bethânia, Elis Regina, Simone, Gal Costa, Nara Leão.
Foi o poeta que cantou e compôs a alma feminina com muita sensibilidade.


Chico Buarque escreveu várias peças de teatro, livros e crônicas.

Peças de Teatro escrita por Chico Buarque

Roda Viva
Calabar (O Elogio da Traíção) - Em parceria com Ruy Guerra
Gota D'Água - Parceria com Paulo Pontes (um projeto de Oduvaldo vianna Filho)
Ópera do Malandro
O grande circo místico

Livros escritos por Chico Buarque

Fazenda modelo
Chapeuzinho amarelo
A bordo do Rui Barbosa
Estorvo
Benjamim
Budapeste

Chico Buarque é torcedor do Fluminense, apaixonado por futebol e um habilidoso centroavante, dono de uma campo de futebol no Recreio dos Bandeirantes, onde tem por hobby jogar futebol com seus amigos e convidados (algumas celebridades).



Música Vai Passar
(Chico Buarque)

Vai Passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar

Site oficial Chico Buarque

28ª Bienal de São Paulo: A Polêmica do Vazio


A 28ª Bienal de São Paulo foi aberta domingo (26/10), no Ibirapuera e vai até dia 6 de dezembro. O tema desse ano é "O Vazio".
O andar térreo da bienal, foi transformado numa praça pública idealizada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, espaço onde o visitante poderá desfrutar de apresentações de música, dança, performances, cinema; A cultura como forma de convivio social.
O primeiro andar, funciona como um recepção onde o público poderá obter informações, além de poder desfrutar de um restaurante e uma livraria. Dois artistas estão nesse andar realizando seus projetos, como a obra “Talismã”, do norte-americano Paul Ramírez Jonas, o visitante poderá trocar a chave de sua casa pela chave que abre a porta do pavilhão da Bienal.
No segundo, para surpresa do visitante, o espaço é totalmente vazio. Essa proposta se refere ao conceito criado por Le Corbusier, em 1926, chamado Planta Livre, que permitirá que os visitantes observem os detalhes da arquitetura do edifício.
No terceiro andar acontecem as conferências, conversas e painéis, onde á proposta é levar o participante a uma reflexão sobre a história, o papel e o modelo da Bienal de São Paulo, nesse andar o público encontrará também uma biblioteca.
Todas as terças e domingos o auditório exibirá uma programação especial do Video Lounge.
Uma das atrações deste ano é um tobogã criado pelo belga Carsten Höller. O escorregador leva o visitante dos andares superiores para o térreo.


No primeiro dia da bienal, um grupo de aproximadamente 40 pichadores, invadiram a bienal e picharam as paredes do segundo andar com as frases: "Isso que é arte", "Abaixa a ditadura", "Fora Serra" (sic). Além dos nomes das gangues, como eles mesmos se denominam, "Susto", "4" e "Secretos".
A Bienal lamentou e repudiou o ato.

A entrada é franca, aberto (de terça a domingo, das 10h às 22h).
Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, portão 3 - tel (11) 5576-7600
Conheça os artistas convidados para a 28ª Bienal se São Paulo

Fonte e Fotos
Terra
G1

sábado, 25 de outubro de 2008

Pilobolus - Cores e Sombras Chinesas

Pilobolus é uma Companhia Americana de Dança e Teatro criada em 1971.
Diretores Artísticos: Robby Barnett, Michael Tracy e Jonathan Wolken.


A palavra Pilobolus originalmente é o nome de um fungo que se transforma à luz do dia e que se desenvolve em excrementos de herbívoros.



Pilobolus Dance Theatre é atualmente a companhia de dança mais bem sucedida e aclamada internacionalmente.



Os espetáculos são marcados por performances extraordinárias de contorcionismos, acrobacias e danças, aliadas a técnica das sombras chinesas onde o resultado final é a criação de imagens, sejam elas, uma estátua, uma mesa, um animal, ou qualquer outra forma que é refletida em uma tela branca.



Esse grupo se apresentou na entrega do Oscar 2007 e surpreendeu a platéia com performances que resultou na sombra de pingüins, fazendo referência ao filme Happy Feet.



O impacto visual é uma das marcas registradas desse grupo, que com muita imaginação, disciplina e equilíbrio proporcionam um resultado fantástico e mágico.



Acesse o site Pilobolus Dance Theater e conheça mais sobre essa sensacional companhia de dança

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Charles Chaplin - A dignidade No Cinema Mudo

Charles Chaplin, um homem humilde cuja dignidade vai além de seus trajes maltrapidos, folgados sapatos, um chapéu-coco e uma bengala, suas marcas registradas e imortalizadas na história do cinema mudo.
Charles Spencer Chaplin Jr., Nasceu na Inglaterra, Walworth - Londres, 16 de abril de 1889. Foi ator, diretor, roteirista e musico. Seu personagem, Charles Chaplin ficou conhecido na França, como "Charlot", na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, como Carlitos, no Brasil: "O Vagabundo (The Tramp)".


Chaplin foi uma das personalidades mais marcantes e criativas da era do cinema mudo, atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes.

Filmes de Charles chaplin

O idílio desfeito -1914
Os clássicos vadios - 1921
O garoto - 1921
Casamento ou luxo? - 1923
Em busca do ouro - 1925
O circo - 1928
Luzes da cidade - 1931
Tempos modernos - 1936
O grande ditador -1941
Monsieur Verdoux - 1947
Luzes da ribalta - 1952
Um rei em Nova York - 1957
A condessa de Hong Kong -1967


Em 1929 ganhou seu primeiro "Oscar" (versatilidade e excelência na atuação, roteiro, direção e produção - no filme The Circus), uma estatueta que ele deu muito pouca importância. Segundo declarações, ele usava essa estatueta ao lado da porta de sua casa para não deixá-la bater. Esse fato desagradou a Academia de Hollywood que passou a não premiá-lo, apesar das indicações.
Seu posicionamento politico de esquerda, sempre esteve presente em seus filmes.
Tempos Modernos foi um filme que criticava a situação da classe operária e dos pobres, utilizando conceitos marxistas elaborados por Karl Marx.

Modern Times, 1936



Em 1940 lançou,"O Grande Ditador", seu primeiro filme falado, onde Chaplin criticou Adolf Hitle e o Fascismo.



"O Grande Ditador" recebeu nomeações como melhor filme, melhor ator, melhor roteiro e música original, mas não foi premiado.



Em 1952, Chaplin ganhou o Oscar de melhor música em filme dramático por Luzes da Ribalta (Limelight), de (1952), porém no mesmo ano após anunciar que iria viajar para Suíça com sua esposa Oona O'neil, o governo americano confisca seus bens e mais tarde quando tentou retornar aos EUA, foi proíbido pelo serviço de imigração e seu visto foi cassado sob a acusação de "Atividades anti-americanas".
Charles então decide morar na Suíça.
Em razão das perseguições da época de sua realização este prêmio só pode ser recebido em 1972, junto com talvez a sua maior premiação.

Em 1972, ainda no exílio, havendo muita expectativa nesta premiação, pois não se sabia se seria permitida sua re-entrada no país, ele volta aos Estados Unidos pela última vez, para receber um prêmio especial da Academia pelas "suas incalculáveis realizações na indústria do cinema", se tornando uma das maiores aclamações na história do Oscar, onde Chaplin foi aplaudido por mais de cinco minutos, em pé por todos os presentes.





Charles Chaplin, morreu no dia 25 de Dezembro de 1977, aos 88 anos, na Suíça, vítima de um derrame cerebral.



Biografia Wikipédia Charles Chaplin

Frases de Charles Chaplin

"A persistência é o caminho do êxito."

"Não preciso me drogar para ser um gênio... Não preciso ser um gênio para ser humano... Mas preciso do seu sorriso para ser feliz."

"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade."

"No final das contas, tudo é uma piada."

“Sem a minha mãe, acho que jamais me teria saído bem na mímica. Ela possuía a mímica mais notável que já vi. Por vezes, ficava durante horas à janela a olhar para a rua e reproduzindo com as mãos, os olhos e a expressão de sua fisionomia tudo o que se passava lá em baixo. E foi observando-a assim que eu aprendi não somente a traduzir as emoções com as minhas mãos e meu rosto, mas sobretudo a estudar o homem.”

"Todos somos aficcionados. A vida é tão curta que não dá para mais."

"O verdadeiro significado das coisas se encontra na capacidade de dizer as mesmas coisas com outras palavras."

"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar."

“O homem é um animal com instintos primários de sobrevivência. Por isso, seu engenho desenvolveu-se primeiro e a alma depois, e o progresso da ciência está bem mais adiantado que seu comportamento ético.”

“Criámos a época da velocidade, mas senti-mo-nos enclausurados dentro dela. Os nossos conhecimentos tornaram-nos cépticos; a nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.”

“Estudei o homem, porque se assim não o fizesse, não conseguiria realizar nada em meu ofício.”

"Amo as mulheres, mas não as admiro."

"Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegura o ensejo de trabalho, que dê futuro a juventude e segurança à velhice."

“Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa pela nossa vida passa sozinha, não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.”

“A beleza existe em tudo - tanto no bem como no mal. Mas somente os artistas e os poetas sabem encontrá-la.”

“Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria.”

"Através do humor nós vemos no que parece racional, o irracional; no que parece importante, o insignificante. Ele também desperta o nosso sentido de sobrevivência e preserva a nossa saúde mental."

"Mais que de máquinas, precisamos de humanidade."

"Por simples bom senso, não acredito em Deus. Em nenhum."

"Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim chegar a ser muito feliz na maturidade. Da mesma forma, pode nascer num berço de ouro e sentir-se enjaulada pelo resto da vida."

Assista video sobre Charles Chaplin no YouTube


"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da
beleza, porém, desviamo-nos dele.
A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou
no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar
a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da produção veloz, mas nos
sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz em grande escala,
tem provocado a escassez.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa
inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de
humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de
afeição e doçura!
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."

(Charles Chaplin, em discurso proferido no final do filme O grande ditador.)

Fotos - Google Imagem

Cinema e Artes Visuais - Itaú Cultural


Dentro de uma lâmpada, um bailarino sapateia. Cavalinhos de balanço cruzam desertos e superfícies cobertas de neve em uma típica casa inglesa. A obra As Meninas (1656), de Diego Velázquez, é invadida por uma câmera.

Estranho? Esses são alguns dos 18 trabalhos que compõem a exposição Cinema Sim − Narrativas e Projeções, que explora a presença da linguagem cinematográfica nas artes visuais. Em cartaz na sede do Itaú Cultural a partir de 29 de outubro, conta com obras de 11 artistas, entre eles o inglês Anthony McCall e o francês Thierry Kuntzel.

Para aprofundar o debate sobre essa relação entre linguagens, foram convidados, além dos artistas da exposição, críticos, cineastas e pesquisadores. Entre 30 de outubro e 1º de novembro, tem lugar o seminário Ainda Cinema, com coordenação de Katia Maciel, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O encerramento do seminário é celebrado com palestra do teórico francês Raymond Bellour e com o lançamento das publicações relacionadas ao evento: o livro Ensaios e Reflexões − com textos dos participantes do seminário − e os catálogos da exposição Cinema Sim − Narrativas e Projeções e da mostra O Visível e o Invisível.

Confira a programação completa, as sinopses das obras e as biografias dos participantes no hotsite Cinema Sim − Narrativas e Projeções.

Exposição

quarta 29 outubro a domingo 21 dezembro 2008
terça a sexta 10h às 21h
sábado domingo feriado 10h às 19h

Seminário

quinta 30 outubro a sábado 1 novembro

Mostra

terça 18 a domingo 23 novembro

os eventos têm entrada franca

[os ingressos para o seminário e para a mostra são distribuídos com meia hora de antecedência]


Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso (próximo à estação Brigadeiro do metrô)

informações 11 2168 1777 | Itau Cultural

imagem: Helga Vaz/Itaú Cultural

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Karl Marx - Odiado e Caluniado pelo capitalismo


Karl Heinrich Marx, nasceu em Trier, na alemanhã, 5 de maio de 1818.
Foi o fundador do socialismo científico, Marxismo.
Suas principais obras foram: O Capital e o Manifesto Do Partido Comunista, que foi escrito com seu amigo Friedrich Engels.
Quando jovem trabalhou como jornalista e assinava artigos que incomodavam as autoridades.
Marx sempre foi um admirador das teorias de Hengel, um dos grandes filósofos do século XIX.
Participou de organizações clandestinas e em 1848 publicou o "Manifesto Comunista", dava-se então, a partida para a construção do que anos mais tarde viria a ser denominado o Marxismo.


Marx e Angels formularam os fundamentos do movimento de luta contra o Capitalismo e visavam construir uma sociedade sem classe e sem Estado.
Karl Marx foi um critico feroz do Capitalismo que exerceu influência sobre as mais diversas áreas. Para entender suas idéias é preciso conhecer a Dialética Marxista, os Conceitos Elementares do Materialismo Histórico.
"A atual crise financeira que o mundo se encontra aumentou a procura por obras de Karl Marx na Alemanhã, pois muitos vêem a atual crise como um fracasso do capitalismo, ler as obras de Marx talvez possa ajudar a entender o que deu errado", diz a matéria do globo.com

Frases de Karl Marx:

"Até agora os filosófoss se preocuparam em interpretar o mundo de várias formas.
O que importa é transformá-lo."

"Os homens fazem sua própria história, mas não fazem como querem, não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado."

"A religião é o suspiro da criatura aflita, o estado de ânimo de um mundo sem coração, porque é o espírito da situação sem espírito. A religião é o ópio do povo"

"A ditadura do proletariado constitui-se na transição para atingir uma sociedade sem classes."

Karl Marx morreu no dia 14 de março de 1883 em londres, seu amigo Friedrich Engels declamou estas palavras quando da morte de Marx, quinze meses após a perda da esposa:

Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por estas suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar. Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutos como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da Sibéria até a Califórnia, de todas as partes da Europa e da América - e atrevo-me a dizer que, embora, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal.

Leia: O Marxismo e os desafios actuais
Entrevista de Marta Harnecker

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Feng Shui - Arte Milenar Chinesa

Feng shui é um termo de origem chinesa, cuja tradução literal é vento e água.

Segundo esta corrente de pensamento, estabelecendo uma relação Yin/yan, os ideogramas Feng e shui representam o conhecimento das forças necessárias para conservar as influências positivas que supostamente estariam presentes em um espaço e redirecionar as negativas de modo a beneficiar seus usuários.

O Feng shui é uma tradição de conhecimentos acumulados durante milênios, são técnicas ancestrais que foram difundidas através das tradições familiares.
Os chineses comparam os beneficios que o tratamento que o Feng Shui pode proporcionar a um espaço com o resultado que a terapia da apuncutura pode oferecer a um paciente. Da mesma forma que o Acupunturista diagnostica os bloqueios na circulação de energia de um paciente e aplica agulhas em uma parte do corpo para curar uma outra parte ou orgão, o consultor de Feng Shui detecta as supostas influências visíveis e invisíveis em um ambiente e recomenda curas em uma área particular do imóvel que são capazes de alterar as caracteristicas da circulação de energia no todo. Não há portanto provas científicas da existência de tais influências "visiveis e invísiveis" nos ambientes.
O conhecimento destas "influências" pode explicar muitos fenômenos que percebemos apenas de forma intuitiva, por exemplo: o que nos faz sentir confortáveis em determinados ambientes; porque certas áreas de uma edificação são pouco ou nunca ocupadas; porque alguns dos seus moradores sempre estão adoentados; porque certas edifícações ou áreas de uma cidade são bem ocupadas enquanto outras são evitadas pelos habitantes.

Feng Shui Harmonia em Casa

O primeiro objetivo do feng shui é guardar e preservar as boas influências disponíveis no lugar de modo a permitir que permaneçam e se distribuam suavemente pela edificação.

O segundo objetivo é reduzir os efeitos negativos das diversas influências nocivas ao local, presentes na sua construção ou frutos das alterações em seu entorno.

O terceiro objetivo é implementar "curas" que possam produzir resultados em termos de saúde, bem-estar e harmonia para os moradores ou usuários do espaço tratado. Isto pode ser conseguido estimulando as cararterísticas do espaço benéficas para as pessoas que habitam este local - através das alterações arquitetônicas ou da forma, da côr, e do posicionamento dos objetos presentes no local.

O feng shui é na verdade uma arte de harmonização energética chinesa que busca organizar os nossos espaços buscando integrar o ser humano à natureza, à terra e ao céu, trazendo mais saúde e prosperidade.
Durante muito tempo o Feng Shui foi uma pratica ilegal na República popular da China, nesses tempos os praticantes desta arte tiveram seus livros queimados, foram presos e perseguidos. Somente com a modernização do país, o Feng Shui tornou-se um tema de pesquisas importantes para as universidades chinesas.
No ocidente essa arte começou a ganhar espaço com o surgimento da Nova Era de Aquarius. Muitos projetos de construções modernas e muitas empresas que atuam no oriente e no ocidente, incorporaram princípios do Feng Shui em suas construções e escritórios, a exemplo disso está o Citibank, Morgan Bank e Wall Street Journal.
O Hotel Hyalt, de Cingapura, constatou uma considerável mudança para melhor nos negócios desde que promoveu adaptações em seu edifício para melhorar o Feng Shui.

Consultores de Feng Shui alertam, que antes de alterar o mundo exterior é preciso reformular o modo de pensar e de agir. A canalização correta desta energia no ambiente externo se reflete no equilíbrio interno das pessoas e na vida das mesmas.

Especial Feng shui Abril cultural:

- Você pode conquistar sucesso na carreira e felicidade na vida pessoal equilibrando as energias dentro da sua casa.
- cores e objetos para colocar na casa.
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- Curiosidades

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Seu Computador a Serviço de Causas Humanitárias


Tecnologia a favor de causas humanitárias
Já pensou emprestar seu computador para projetos científicos?

A Computação Voluntária é um projeto que utiliza a capacidade ociosa do seu computador em favor de causas humanitárias que vão desde pesquisas sobre o combate ao câncer, Aids,
dengue,malária, além de outros estudos científicos, como previsão do clima, pesquisas sobre estrelas de nêutro, busca de inteligência extraterrestre. O centro de pesquisa da Cern está também aceitando contribuíção de usuários domésticos para ajudar no processo de coleta de informações de dados para o LHC (Grande Colisor de Handróns).
Em alguns desses projetos a exigência é um processador Pentium 4 de 2 GHz, mas existem outros projetos onde as exigências quanto a capacidade do computador é menor, só que nesse caso o tempo ocioso da máquina precisará ser maior.
Se você tem uma máquina com um processador de 1,6 GHz, disco rígido com pelo menos 1GB livre e memória RAM mínima de 256 MB, com certeza poderá dar sua contribuíção em algum projeto.
A intenção do projeto é formar uma grande comunidade de colaboradores.
Para participar desse projeto, os interessados deverão baixar em seu computador um programa que permitirá a captura e envio dos dados depois que eles tiverem sido processados. Nessa fase deve se ter muita cautela e verificar se a instituição que se está aderindo é séria, pois assim você estará se previnindo da ação de pessoas mal intencionadas.

Entenda como funciona a computação voluntária e veja como você pode participar, clique aqui

domingo, 19 de outubro de 2008

Arte e cultura no combate à violência


Em outubro, o Itaú Cultural e o AfroReggae apresentam o Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Pensadores e atores sociais do Brasil, de Burkina Faso, da República Democrática do Congo e de El Salvador participam dos seminários, entre os dias 21 e 23.

O encontro pretende promover debates e trocas de experiências sobre a força da arte e da cultura no combate à violência, seja em zonas devassadas pela guerra ou em conflitos urbanos ou rurais.

Saiba mais e conheça os participantes dos seminários no hotsite do Antídoto 2008.

terça 21 a sexta 23 outubro

terça 21

15h às 16h
documentário Sete dias em Burkina Faso

17h às 19h
debate Facções e Fronteiras Invisíveis, com Luis Romero Gavidia e Orlando Zaccone

20h às 22h
debate Produção Cultural: Experiências da República Democrática do Congo e de Burkina Faso, com Koudbi Koala e Lena Slachmuijlder, mediação Renata Bittencourt

quarta 22

15h às 16h
documentário O Veneno e o Antídoto - Uma Visão da Violência na Colômbia

17h às 19h
debate A Liberdade e Seus Perímetros, com Jucileide Mauger e Ronaldo Monteiro, mediação de Edson Natale

20h às 22h
debate O Futuro do Outro Lado do Muro, com Beto Chaves e Norton Guimarães, mediação de Bruno Paes Manso

quinta 23

15h às 16h
documentário Chitti Hatia

17h às 19h
debate Imagens: Enxergar Longe, Conviver Perto, com Estevão Ciavatta e Sharad Sharma, mediação Guilherme Kujawski

20h às 22h
debate O Ponto em que Estamos, com Cirlene Rocha e Francisco Pinhanta, mediação Edson Natale

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso (próximo à estação Brigadeiro do metrô)

informações 11 2168 1777 | Itaú cultural

imagem: Patrick Lavaud/divulgação

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

kitsch - Arte de Jeff Koons no Palácio de Versailles

O artista pop americano Jeff Koons, 53 anos, adepto do estilo kitsch, expõem suas obras no palácio de Versalhes (em francês Château de Versailles), na França. São 17 obras monumentais realizadas desde 1980 até os dias atuais, que ficaram em cartaz até o dia 14 de dezembro. Essa exposição está causando uma enorme polêmica entre os franceses, centenas se pessoas reunidas em frente ao Palácio de Versalhes, manisfestaram sua indignação por uma arte Pop está exposta em um lugar de arte erudita. O diretor do Palácio de Versalhes, Jean-Jacques Aillagon, ex-ministro da Cultura, rebate essas críticas dizendo que "Versalhes deve ser um lugar cultural vivo e não ficar imerso no formol".



Fotos da exposição no Palácio de Versalhes



Três aspiradores, dois aparelhos para lavar o chão, iluminados por luzes de neon, fazem parte de uma instalação em mostra de obras pop art do artista americano Jeff Koons, em Versalhes.



Auto-retrato de Jeff Koons. A escultura foi feita em 1991 e está exposta no Salão de Apolo, que integra o Grande Apartamento do rei Luís 14. Alguns franceses não gostaram de ver arte pop em lugar tão solene.



'Rabbit' ('Coelho'), de 1986, em aço inoxidável, é uma das criações mais famosas de Jeff Koons, considerada por especialistas como uma das obras mais emblemáticas do final do século 20.



'Split-Rocker', de 2000. A escultura é composta de 100 mil flores naturais e possui um sistema de irrigação interna. A cabeça mistura a forma de um pônei com a de um dinossauro. As flores são um tema recorrente da obra de Koons.



'Moon' ('Lua') ? 1995 a 2000, exposta na famosa Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes. A obra, em cromo inoxidável e aço, é coberta com um revestimento colorido e pesa 1,2 tonelada.

Estilo kitsch

"O termo é utilizado para designar o mau gosto artístico e produções consideradas de qualidade inferior. A noção aparece no vocabulário dos artistas e colecionadores de arte em Munique, em torno de 1860 e 1870, forjada a partir de kitschen, "atravancar", e de verkitschen, "trapacear" (vender outra coisa no lugar do objeto combinado), o que denota imediatamente o sentido pejorativo que a acompanha desde o nascimento. De modo geral, a gênese do kitsch é localizada no Romantismo, pela ênfase aí observada na expressão dos sentimentos e das emoções, o que na literatura, por exemplo, toma forma do melodrama e da literatura popular. Negação do autêntico, cópia e artificialidade são os significados freqüentemente associados aos objetos e produções kitsch, encontráveis tanto nas artes visuais, na literatura e na música, quanto no design e na profusão de produtos que cercam o cotidiano: souvenirs turísticos, miniaturas, adornos, objetos de decoração e de devoção, talismãs religiosos etc. A noção se populariza na década de 1930 com as formulações dos críticos Theodor Adorno (1903-1969), Hermann Broch (1886-1951) e Clement Greenberg (1909-1994), que definem o kitsch por oposição às pesquisas inovadoras da arte moderna e da arte de vanguarda. Pensando o kitsch a partir do conceito marxista de "falsa consciência", Adorno localiza-o no seio da indústria cultural e da produção de massas. Broch, por sua vez, opõe a arte criativa às imitações e convenções artificiais que orientam as produções kitsch. Greenberg define o "estilo" como arte da cópia, das "sensações falsas" e da obediência às regras acadêmicas. Nesse sentido, o kitsch é definido como o avesso da vanguarda. Diz ele: "Onde há uma vanguarda geralmente também encontramos uma retaguarda. É bem verdade - simultaneamente à entrada em cena da vanguarda, um outro fenômeno cultural apareceu no Ocidente industrial: aquilo a que os alemães dão o maravilhoso nome de Kitsch: a arte e a literatura popular e comercial com seus cromotipos, capas de revista, ilustrações, anúncios, subliteratura, histórias em quadrinhos, a música de Tin Pan Alley, sapateado, filmes de Hollywood etc. etc.".

Ainda que, muitas vezes, se fale no kitsch como um conceito universal - reconhecível portanto em qualquer época e estilo artístico -, a maior parte dos estudiosos localizam-no no seio da sociedade industrial, de feitio burguês, o que faz do estilo kitsch um dos produtos típicos da modernidade. A pujança do kitsch, indica Abraham Moles, coincide com a expansão do mercado e com a emergência da sociedade de massas que impõem normas à produção artística ditadas pela difusão e possibilidades de aquisição de produtos artísticos - de modo geral, reproduções e cópias - em função dos baixos preços. Os grands magazins, que abrem suas portas a partir da segunda metade do século XIX, dão vazão aos novos produtos que visam agradar às classes médias: porcelanas, bibelôs, estatuetas, cromos com reproduções de estampas e/ou figuras célebres etc. O kitsch apresenta-se desse modo como a arte que está ao alcance do homem, disponível nas vitrines e casas comerciais.

Os artifícios do mundo burguês revelam-se nos produtos kitsch, confeccionados em geral a partir de novos materiais que nunca se apresentam como são: a madeira é pintada imitando o mármore; os objetos de zinco, bronzeados; as estátuas de bronze, por sua vez, douradas. A norma consiste em utilizar matéria-prima considerada inferior - por exemplo, gesso, estuque, ferro e zinco - dissimulando-as para que pareça nobre. A técnica da simulação combina-se nas produções kitsch com a ornamentação rebuscada, com a associação de ampla gama de cores e com a distorção das dimensões da figura em relação ao objeto representado (por exemplo, o Arco do Triunfo em miniatura ou um rato gigante estilizado em bronze). Nota-se ainda a tendência ao exagero e à acumulação de elementos numa só composição. Nesse sentido, a arte kistch é essencialmente sincrética, alimentando-se de elementos retirados de diferentes escolas e artistas. Localiza-se, assim, nas antípodas da funcionalidade e do despojamento que caracterizam, por exemplo, as obras da Bauhaus. Longe da funcionalidade, as produções kitsch caracterizam-se pela gratuidade e por seu caráter eminentemente decorativo.

A despeito das considerações críticas sobre a existência de uma oposição entre o kitsch e as vanguardas, nota-se uma estreita relação entre os termos: tanto as produções kitsch incorporam procedimentos das vanguardas quanto, ao contrário, diferentes movimentos de vanguarda se interessam pelo kitsch em função do modo como ele subverte os padrões estéticos, de modo muitas vezes irônico. Um bom exemplo disso são os bigodes colocados por Marcel Duchamp (1887-1968) numa reprodução da Gioconda de Leonardo da Vinci (1452-1519), que fazem dela um ready-made retificado, o L.H.O.O.Q. (1919). O ato e a obra de Duchamp empreendem uma leitura da tradição a partir do caráter falsificado e postiço que ela assumiria no mundo moderno. Mais tarde, no período posterior à 2ª Guerra Mundial (1939-1945), a arte pop retira o sentidos pejorativos que cercam o kitsch. A arte pop se apresenta como um dos movimentos que recusa a separação arte/vida, e o faz - eis um de seus traços característicos - pela incorporação das histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema. Ao aproximar arte e design comercial, os artistas superam, propositadamente, as fronteiras entre arte erudita e arte popular, ou entre arte elevada e cultura de massas, flertando sistematicamente com o kitsch. Lembremos, entre outros, a colagem de Richard Hamilton (1922), O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes? (1956), as naturezas-mortas de Tom Wesselmann (1931), compostas com produtos comerciais, os quadrinhos de Roy Lichtenstein (1923), as esculturas de Claes Oldenburg (1929) - Duplo Hamburguer
(1962) - e as diversas obras de Andy Warhol (1928-1987): 32 Latas de Sopas Campbell
(1961-1962), Caixa de Sabão Brilho (1964) etc. No Brasil as obras de Nelson Leirner
(1932) e Wesley Duke Lee (1931) são pioneiras na incorporação dessas discussões. O pós-modernismo da década de 1980 rompe mais uma vez, e com resultados diversos, as fronteiras entre o kitsch e a chamada arte erudita."

Kitsch - Itaú Cultural