terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ficção Científica - Tecnologia no Século XXI

Entre os dias 20 e 21 de setembro, o Itaú Cultural dá início à segunda edição do programa bienal Invisibilidades, este ano com o tema Ficção Científica no Século XXI: Ainda é Possível?. O encontro debate as possibilidades da ficção científica, dada a velocidade dos avanços e novidades da ciência e da tecnologia neste novo século.



Entre os debatedores estão nomes como Alfredo Suppia, Bráulio Tavares e Fausto Fawcett. Além dos seminários, o evento traz um volume especial do Pecha Kucha Night - São Paulo, voltado para o universo da ficção científica, que ocorre no dia 21, às 20h20.

O blog, com conteúdo atualizado durante o evento deste ano, abre espaço para opiniões, sugestões, fotos e matérias relacionadas ao encontro. Saiba mais e conheça a programação completa. Acesse!

sábado, 13 de setembro de 2008

Que a Primavera Floresça Dignidade Humana!

Dia 23 de Setembro começa a primavera. Uma época de florescimento e renovação, uma oportunidade, ao meu ver, que deus nos dá para refletimos o quanto a vida é simples e renovável, se bem cuidada.
vivemos tempos de avanços tecnológicos, de consumismo materialista desenfreado, que afastam os homens de coisas simples e belas. As pessoas estão comprando a falsa idéia de que a felicidade está no dinheiro e no consumo de bens materiais, esses podem até trazer conforto e tranquilidade, mas nunca felicidade.
Como no livro de Érico Veríssimo, "Olhai os Lírios do campo e as aves no céu"!
Acho que nunca foi tão necessário propagar as palavras: Solidariedade, Compaixão, Amizade e Dignidade.
A principal ação social, nos dias de hoje, está em olhar ao seu redor e extender a mão ao seu semelhante. A esmola, cega o verdadeiro caminho da dignidade humana. Dê esperança, aponte um caminho a quem está na escuridão.
Que bom seria que essa primavera fizesse nascer flores em armas ou nos corações dos homens e governantes que gastam dinheiro com guerra, ou em particular, fizesse a justiça brasileira menos arbitrária e que nosso povo votasse com consciência.
Utopia, ou não, vou continuar acreditando nesses valores. Ideologia nenhuma, tem o direito de nos roubar a dignidade.



Sal da terra
(Beto Guedes/Ronaldo Bastos)

Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa,
vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante,nem por isso quero me ferir.
Vamos precisar de todo mundoprá banir do mundo a opressão
Para construir a vida novavamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado equem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra
A paz na Terra, amor, o sal da...
Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro,tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos,tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo,um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
O sal da terra

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Amor - Lendas, Mitos e Contradições

Amor, suas lendas, mitos e contradições. Segundo a Wikipédia, a palavra amor presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.
Estudos têm demonstrado que o escaneamento dos cérebros dos indivíduos apaixonados exibe uma semelhança com as pessoas portadoras de uma doença mental. O amor cria uma atividade na mesma área do cérebro que a fome, a sede, e drogas pesadas, criando atividade Polimerase. Novos amores, portanto, poderiam ser mais emocionais do que físicos. Ao longo do tempo, essa reação ao amor muda, e diferentes áreas do cérebro são ativadas, principalmente naqueles amores que envolvem compromissos de longo prazo. Dr. Andrew Newberg, um neurocientista, sugere que esta reação de modificação do amor é tão semelhante ao do vício as drogas, porque sem amor, a humanidade morreria.



Estilos de Amor

Susan Hendrick e Clyde Hendrick desenvolveram uma Escala de Atitudes Amorosas baseados na teoria de Alan John Lee, teoria chamada Estilos de amor. Lee identificou seis tipos básicos em sua teoria. Nestes tipos as pessoas usam em suas relações interpessoais:

Eros (amor) - um amor apaixonado fundamentado e baseado na aparência física
Psiquê - um amor "espiritual", baseado na mente e nos sentimentos eternos
Ludus - o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão
Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade
Pragma - pragmática amor, amor que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora.
Mania - amor altamente emocional; instável; o estereótipo de amor romântico
Agape - amor altruísta; espiritual

Susan e Clyde, encontraram em sua pesquisa os seguintes dados. Os homens tendem a ser mais lúdicos e maníacos, enquanto as mulheres tendem a ser estéricas e pragmáticas. Relacionamentos baseados em amor de estilos semelhantes tendem a durar mais tempo. Em 2007, pesquisadores da Universidade de Pavia liderados pelo Dr. Enzo Emanuele forneceram provas da existência de uma base genética para variações individuais em verificada na Teoria dos Estilos amorosos de Lee. OEros relaciona-se com a dopamina no sistema nervoso; e Mania à serotonina no sistema nervoso.

A verdade é que o amor é uma necessidade de todos os seres humanos, nascemos predestinados a amar. É claro que diferentes uns dos outros, expressamos e sentimos o amor de várias maneiras.
Quantas histórias foram eternizadas em nome do amor, cada uma a sua maneira: Willian Shakespeare imortalizou o amor passional em suas tragédias, as mais famosas, Romeu e Julieta, Rei Lear e Macbeth.
Nietzsche, Victor Hugo, Pitágoras, Sócrates, Platão, Saint Exupéry, Charles Chaplin,... Todos deixaram na história, suas impressões sobre o amor.
Mas é na música que esse sentimento ganha cores e sons, e percebemos que mesmo que algumas vezes o amor nos faça sofrer e chorar, em outros, nos faz delirar, cantar, pular, festejar e brindar. E no final, sofrendo ou sorrindo, queremos sempre mais.
As vezes me pergunto: Porque será que certos homens, certos políticos e cientistas se comportam como se não conhecessem as palavras : Solidariedade, Amizade, Compaixão e Misericórdia, pois essas palavras são as expressões do verdadeiro amor, que todos os homens deveriam carregar em seus corações. Com certeza o mundo teria um cenário muito melhor do que o atual.
Que bicho mordeu esses homens, que os tornaram tão insensíveis?
Quem vai pagar a conta desse amor pagão?

Como diz o velho bordão: Faça Amor, Não Faça Guerra!"



Amar é
Clip Art - artifacts "love, aviventando, life", figura, sculpted, finelli
Lenda e Mito - Eros e Psique

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Marc Chagall - Arte e Exílios de um Judeu

Marc Chagall, nasceu em 7 de julho de 1887, na Rússia. Seu nome de verdadeiro era Moishe Zakhatovich. Por ser judeu convicto, sofreu muitas perseguições e ameaças, conheceu de perto a dor de vários exílios. A arte de Marc Chagall ganhou projeção após conhecer Max Vinaver, que patrocinou sua ida para Paris, então Capital das Artes.
Em 1914, estourou a Primeira Guerra Mundial, ele estava na Rússia, e lá teve que se estabelecer. Um ano mais tarde, casou-se com Bella Rosenfeld com quem teve uma filha, Ida. Nesse período trabalhou como comissário de arte em Vitsbak, projetista de teatro e também lecionou para orfãos de guerra.



Em 1922, Chagall e sua família foram para a França. Foi um período pródigo de sua arte:Ilustrou uma bíblia e as fábulas de La fontaine (cem gravuras - que foram publicadas em 1952), ilustrou também a novela Russa, Almas Mortas de Godot. Nesse período pinta suas primeiras paissagens.



Em 1930 o Facismo toma conta da Europa e suas obras começam adquiriram um tom sombrio. Naturalizou-se Francês em 1937, quando estoura a Segunda Guerra Mundial e a França é derrotada pela tropa de choque da Alemanha Nazista. Nesse momento, Chagall , Judeu, é condenado pelos nazistas de "degenerado". foi preso em 1941, mas por intervenção norte-americana, foi libertado e partiu para seu segundo exílio, nos Estados Unidos. Em 1944, sua esposa, Bella faleceu subitamente, motivo para ele de muita tristeza e transtornos. Um ano mais tarde, casa-se com Valentine Brodsky, com quem encontra a tranquilidade e paz que precisava.



Dois anos depois do fim da guerra, pintou os vitrais da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Na França e nos Estados Unidos da América pintou, diversos quadros, vitrais e mosaicos. Explorou também os campos da cerâmica, tema pelo qual teve especial interesse.
Em 1973, foi inaugurado o Museu da Mensagem Bíblica de Marc Chagall, na cidade do sul da França, Nice.
Foi condecorado, em 1977, pelo governo Francês, com o título Grã-Cruz da Legião de Honra.
Morreu aos 97 anos, no dia 29 de março de 1985 no sul da França, Saint-Paul-de-Vence.
Sua obra foi marcada por exílios e fugas, família, guerras e revoluções.
Pintor modernista, influenciado pelo Fauvismo e o cubismo, criou um mundo particular rico em mitos, criaturas singulares em uma atmosfera mágica e colorida.



Algumas obras de Marc Chagall

Eu e a Aldeia, 1911
O prometido, 1911
A Chuva, 1911
Maternidade, 1912
Paris à Janela, 1913
Sobre Vitebsk, c. 1914
Mania cortando o pão, 1914
O violinista verde, 1923-1924
A sirene, 1945
A Praça da Concórdia, Paris, 1960
Vila cinzenta, 1964
Cesta de frutas e ananás, 1964
O círculo vermelho, 1966
Alegria, 1880
Canção: A tora vermelha, 1981
O palhaço voador, 1981

domingo, 7 de setembro de 2008

Dubai - Arquitetura High Tech

Dubai é uma cidade famosa mundialmente por suas construções de arquitetura high tech, requintada e arrojada. Uma grande atração para os turistas do mundo inteiro.
Dubai figura como o segundo maior emirado do conjunto de sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos.
O forte de sua economia são as atividades oriundas do turismo que em breve vai contar com um imenso Centro de Comércio e Turismo. Possuí hoje um PIB de dar inveja aos chineses.
A cidade de Dubai é um imenso canteiro de obras, são os dirigentes dos Emirados Árabes Unidos, que sabendo dos poucos anos de vida do petróleo, investem no futuro.
A população é formada em sua maioria por emigrantes, vindos do Sul da Ásia de das Filipinas.
Dubai é uma cidade sinônimo de Arquitetura moderna e hospitalidade para quem têm muita grana, o paraíso para os bens sucedidos do mundo.





Conheça as principais atrações turísticas

Dubailândia- Sua área é o dobro da Disney World, destinada ao lazer e o entretenimento, ficará pronta até 2015.



Dubai Mall- Em construção, vai ser o maior centro comercial do planeta, está localizado no complexo Burj Dubai, será inaugurado em 2009.



Ski Dubai- É um dos maiores Resort de ski indoor do mundo com 22,500 metros quadrados de área de patinação interna. Faz parte do Shopping dos Emirados, um dos maiores shoppings do mundo. O Ski Dubai foi criticado pela grande quantidade de energia que utiliza para manter a neve congelada, e os efeitos que isso possa ter sobre o ambiente.





Obras arquitetônicas de Dubai

Palm Island- um arquipélago artificial no formato de uma palmeira. Uma segunda ilha artificial com formato de palmeira está em construção, já em estágio avançado. É prevista a construção de uma terceira ilha artificial no formato de palmeira. Em cada braço desta palmeira, estão sendo construídos elegantes hotéis e grandes residências.



The Word- é um arquipélago artificial, ainda em construção, que forma o desenho do mapa-múndi. Estas ilhas estão sendo vendidas com valores entre 6,2 a 36,7 milhões de dólares. A maior parte das ilhas já foi comprada por investidores de todo o mundo.



Burj Al Arab- é um dos hotéis mais luxuosos de Dubai. Foi construído sobre uma ilha artificial, com 321 metros de altura, sendo a 2ª estrutura mais alta usada como hotel, após perder o título para a Rose Tower, edificada também em Dubai. O edifício imita a vela de um barco, e hoje é um dos principais cartões postais da cidade e do país.





Burj Dubai- é o arranha-céu mais alto do mundo, embora ainda esteja em construção. O término de sua construção está previsto para 2009, e o seu custo estimado é de US$ 8 bilhões.



O Burj Dubai foi desenhado por Skidmore, Owings, Merrill, que também desenharam as Sears Tower em Chicago e a Freedom Tower em Nova Iorque, entre outros famosos edifícios. O interior será decorado por Giorgio Armani. Um Hotel Armani (o primeiro deste tipo) vai ocupar os primeiros 37 andares. Do 45º ao 108º andar haverá cerca de 700 apartamentos privados em 64 andares (que, segundo o responsável, foram vendidos em oito horas). As corporações e as suítes completarão a maior parte dos andares restantes. Também deverá ter o elevador mais rápido, a 18 m/s (65 km/h, 40 mph). Atualmente, o elevador mais rápido do mundo encontra-se no Taipei 101, Taipei, Taiwan, a 16,83 m/s (60,6 km/h, 37,5 mph).
O Burj Dubai deverá incluir 30 mil residências, nove hotéis, dezenove torres residenciais e doze hectares ao redor. Quando completa, a torre vai cobrir uma área total de dois milhões de m² de desenvolvimento.

Um novo projeto feito por arquitetos em Dubai, surpreende mais uma vez. Agora eles querem construir nos próximos anos uma cidade ecológica e auto-sustentável no país , batizada de Ziggurat. O design, em forma de pirâmide High Tech, prevê a instalação de turbinas eólicas e painéis solares para produção de energia, e sensores biométricos - como leitores de impressão digital e da íris - para controlar a segurança dos moradores. De acordo com arquitetos, prédio significaria economia de 90% de espaço para habitação, que poderia ser usado para agricultura.


Fonte e Foto - Leia mais



quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Máquina do Fim do Mundo LHC - Fotos e Entrevista

A Máquina do "fim do mundo" LHC (Large Hadron Collider), é o nome dado ao acelerador de partículas construído pelo Centro Europeu de Pesquisas Nucleares CERN, localizado entre a divisa da Suíça com a França. Veja as fotos da "Máquina do fim do mundo" (LHC) e leia a entrevista feita com um físico brasileiro, que esclarece algumas dúvidas.



Científicamente ele é conhecido pela sigla LHC (Large Handron Collider) que significa colisor de Hádrons. É a maior máquina já construída no planeta, tem um perímetro de aproximadamente 27 km de extensão, um complexo subterrâneo composto por quatro colisores: LHC, ALICE, ATLAS,CHS.
Muitos cientístas prestam serviços a CERN, inclusíve o brasileiro Ignácio Bediaga, também coordenador do laboratório de Física experimental de altas energias do Centro Brasileiro de Pesquisas Fisícas CBPF.
Esse projeto foi duramente criticado por muitos pesquisadores que alegam que esses experimentos poderiam criar buracos negros que resultaria na extinção do planeta.
Foram esses opositores que deram o nome de Máquina do "Fim do mundo" ao LHC.
O repórter do terra magazine, Diego Salmen, entrevistou o físico brasileiro Ignácio Bediaga, que defende e explica o que é? e qual o propósito da Máquina do "Fim do Mundo".
Todas as 24 fotos aqui apresentadas foram retiradas do The Boston Globe ,The Big Picture (News stories in photographs) - By Alan Taylor

A Máquina do "Fim do mundo" LHC - Fotos e Entrevista

Clique na foto e veja a imagem ampliada.



Terra Magazine - Como um leigo pode entender o funcionamento do LHC?



Ignácio Bediaga - Da seguinte maneira: você extrai prótons de átomos de hidrogênio e dá energia a eles. Dá energia, cada vez eles vão ficando mais energéticos, com mais velocidade, até quase o limite da velocidade da luz. Aí você pega o acelerador, joga um bando de prótons numa direção e outro bando na direção contrária, fazendo com que eles colidam em algumas regiões desse acelerador. Essas colisões transformam a energia que elas adquiriram num processo de criação de partículas. É mais ou menos aquela história do Einstein de que E = mc². Transforma-se energia em massa, em partícula. É o processo contrário ao da bomba nuclear, onde pela fissão se transforma massa em energia.




Qual o resultado prático disso?



- A princípio são partículas muito efêmeras, vivem milionésimos de segundo. Mas esse processo de criação, na verdade, está reproduzindo aquilo que deveria ter ocorrido no processo de criação do nosso Universo. A nossa idéia é ver como essas colisões geram partículas que são responsáveis tanto pelas forças da natureza atual como por processos com energias equivalentes no início do Universo.



O LHC está tentado reproduzir os efeitos do Big Bang?





-De certa maneira. O LHC tem milhares de interesses, vai abordar muitos problemas ao mesmo tempo. Um dos problemas é reproduzir o momento do Big Bang, com uma intensidade de matéria muito menor, é claro, mas com densidade de energia equivalente.



O que mais vai ser estudado, além da reprodução do Big Bang?



- Eu divido em duas partes. Uma parte é aquilo que de certa maneira a gente espera, e já sabe quais os problemas que devemos atacar; e a outra parte, é o que a gente não espera, porque muda a escala de energia, e aí provavelmente teremos grandes surpresas. Das coisas que a gente espera, há processos muito objetivos em que a gente quer intervir. Uma: em todos os processos de criação que nós conhecemos a quantidade de matéria e de antimatéria é igual. No início do Universo ambos foram produzidos na mesma quantidade, mas hoje em dia, graças a Deus, a antimatéria desapareceu e cá estamos aqui vivos. O que nós queremos entender é como houve em algum momento a predominância da matéria em relação à antimatéria. Outro ponto é a descoberta do Higgs.


Que seria?



- O Higgs é uma partícula que tem a seguinte característica: ela faz com que uma partícula sem massa ganhe massa. Ela tem o papel de ser geradora de massa. E essa partícula é fundamental para entender o Modelo Padrão (NR: teoria que descreve todas as forças que constituem a matéria). Se ela não for descoberta, vai acabar criando um problema grande para entender como funciona a unificação do eletromagnetismo e da força fraca, responsável pela desintegração. Essas duas forças são completamente diferentes, e a unificação só pode existir se existir a partícula de Higgs. Se ele não for observado, vai ter um grande problema. Vai ser uma quebra de paradigma, com certeza.



Dois pesquisadores entraram na justiça norte-americana contra os experimentos no LHC, alegando que os testes poderiam criar mini-buracos negros que resultariam no fim do mundo. O que existe de plausível nisso?



-De plausível não existe absolutamente nada. Por dois motivos: primeiro porque essa teoria de produção do buraco-negro é uma especulação. Há uma possibilidade, mas não quer dizer que vá ocorrer. Mas todo buraco-negro, e isso eles deveriam saber, tem uma evaporação. Se for criado, será tão pequeno que irá evaporar muito antes de conseguir pegar alguém do lado dele. Ele rapidamente se evaporaria e desapareceria. Tem outro argumento: a Terra é bombardeada diariamente por partículas muito mais energéticas que essas do LHC. É uma grande bobagem.



O mundo não vai acabar?



- De jeito nenhum. Eu posso garantir. Pelo menos não vai ser desse jeito (risos).


Como é o dia-a-dia no LHC?>







-Eu gosto de dizer que ali é uma Babel ao contrário. O LHC ele tem uma estrutura muito impressionante. Você tem 20 países que são os donos, e outros 50 em torno dele que também participam. Lá você conversa com gente de todas as nacionalidades. Imagina um lugar onde brasileiros, italianos, chineses, franceses, brasileiros, todos trabalham fazendo a mesma coisa. É uma tentativa de voltar a falar uma única língua. E com idéias de cooperação. Os conhecimentos são todos abertos, todos discutidos. É uma sociologia complicada, mas é muito estimulante.



Daqui a 30 anos, haverá quais serão os frutos observáveis das pesquisas no LHC?



- O resultado prático não é minha preocupação, mas que ele existe, existe - até por isso os países financiam as pesquisas. Tem um resultado prático que é muito bom: conhecer a natureza. Isso é fundamental, diferencia a gente dos outros animais. Além disso, todo o esforço desses milhares de cientistas visa aperfeiçoar o desenvolvimento tecnológico. No fundo, vai se acabar produzindo coisas novas que vão repercutir em toda a sociedade. O exemplo mais típico disso, que também foi produzido no CERN, é o protocolo de internet "www".

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Semana da Pátria - Independência do Brasil

1º de setembro, dia que começam as comemorações da Semana da Pátria que tem seu apogeu no dia 7 de setembro, data que comemoramos a Independência do Brasil.
É uma ocasião propícia para se falar sobre Cidadania. Como podemos exercer nossa cidadania?
Conhecendo nossos direitos e deveres, participando da vida política do nosso país, respeitando as pessoas e suas distintas culturas, cuidando do meio ambiente, abandonando preconceitos e fundamentalismos... Todas essas atitudes fazem com que nos tornemos cidadãos de verdade, pessoas merecedoras de respeito, afinal "Pátria é vida com dignidade".
Estamos próximos de um momento muito importante na vida política do país, as eleições municipais, por isso nunca é demais lembrar da importância do seu voto consciente.
Eleger pessoas dignas, com certeza trará um futuro melhor para nossa nação, hoje palco de tantas injustiças e desrespeitos.


Veja agora como começou a história da nossa "Independência":

Denomina-se Independência do Brasil ao processo que culminou com a emancipação política do nosso país do reino de Portugal, no início do século XIX.
Oficialmente, a data adotada é 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado Grito do Ipiranga. Segundo a história oficial, às margens do riacho Ipiranga, hoje de São Paulo, o Príncipe Regente D. Pedro, bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!.



A moderna historiografia em História do Brasil, afirma que o início do processo de independência se deu com à chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808, quando a Corte Portuguesa transferiu-se para o Brasil, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte. O regente Dom João VI abriu os portos do país, permitiu o funcionamento de fábricas e fundou o Banco do Brasil. O país tornou-se, em 1815, Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Em 1818, Dom João VI foi coroado rei.
Três anos depois voltou para Portugal, deixando seu filho mais velho, Dom Pedro, como regente do país.

A Independência do Brasil marca o fim do domínio português sobre o Brasil: a conquista da nossa autonomia.
D. Pedro, o então principe regente, recebeu uma carta da Corte de Lisboa exigindo sua volta para Portugal. Por muito tempo os portugueses insistiam pois queriam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impediria essa façanha.
Dom Pedro não concordava com a atitude de Portugal e assim que recebeu a carta respondeu: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico". Esse pronunciamento ficou caracterizado como o Dia do Fico e foi realizado em 9 de janeiro de 1822.
Depois do dia do Fico, D. Pedro começou a tomar providências para que a Independência de fato acontecesse.
D. Pedro Convocou Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino e determinou que nenhuma Lei de Portugal seria colocada em vigor no Brasil. Além do mais, o povo também lutava por Independência.
Após várias medidas, D. Pedro viaja para Minas e São Paulo, acalmando a sociedade que estava preocupada com os novos acontecimentos que poderiam causar alguma instabilidade social. Durante esta viagem, recebe nova carta que anula a Assembléia e exige volta imediata do príncipe.
Ao receber essas notícias, D. Pedro estava indo para são Paulo e estava próximo as margens do Ipiranga. Após ler as notícias, levantou a espada e gritou: Independência ou Morte!. Esta data, 7 de setembro de 1822, ficou marcada como a Independência do Brasil.
No mês de dezembro do mesmo ano, D. Pedro foi declarado Imperador do Brasil livre.
Portugal, para reconhecer o Brasil como país independente e não mais como sua ex-colônia, exigiu um pagamento de 2 milhões de libras. Como o Brasil não tinha este dinheiro, D. Pedro decide pedir um empréstimo para a Inglaterra.
Os primeiros países que reconheceram o Brasil como um país independente foram os Estados Unidos e o México.
Apesar de tanta luta e movimentação, a Independência do Brasil não trouxe grandes mudanças sociais. O povo mais pobre continuou pobre e nem sequer entendeu o que significava estar livre de Portugal. A escravidão se manteve, os grandes fazendeiros continuaram com suas terras e cada vez mais ricos. Enfim, a libertação foi somente no papel.

domingo, 31 de agosto de 2008

Blog Day - Celebrate!

Dia Internacional do Blog (BlogDay) - 31 de agosto! Dia escolhido para os blogueiros indicarem cinco blogs que acham interessantes. Uma excelente iniciativa para divulgar grandes escritores e pensadores da blogosfera.
O blog Leões e Cordeiros, recebeu uma indicação do blog Mundo Insano, da editora Daniela.
Aproveito a ocasião para felicitar a todos os amigos blogueiro, que se dedicam com carinho a essa árdua e deliciosa atividade de blogar.
Minha indicações são:




Magrelus Blog - do amigo e parceiro Glauber, nele você encontra sempre os melhores downloads:


Blog Palavras cruzadas com arte, do Amigo e parceiro Paulo Fleixinho.
Cultura e Arte, vale a pena conferir!

Blog Cultura Nordestina, Do parceiro e amigo Paulo França.
Escritor, amante da cultura popular nordestina e autor do livro "Para rir até chorar com a cultura popular”.

Blog Toques de Prazer, da amiga Monika Baumann.
Um blog que fala com naturalidade e requinte sobre sensualidade e prazer.

Reflexões e Satiras, blog da eliude, que mora na Itália e faz um trabalho brilhante e distinto.

Felicidades a todos e muito sucesso!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Índios e Ongs na Amazônia - A Cobiça Internacional


Quando eu tomei gosto pela blogagem, meu primeiro assunto publicado foi sobre a Amazônia.
Minha formação universitária é incompleta, estudei economia até o terceiro ano. Mas a Amazônia sempre foi um assunto que me interessou muito, além de ser uma preocupação, pois brasileiro que se preza tem que gostar e zelar por nosso país, por nossas riquezas naturais.
Meu primeiro post foi 'Urgência Constitucional e Soberania Nacional'.
Esse texto nada mais é do que uma resenha do que eu havia lido em um estudo feito pela Maçonaria, onde eles chamavam a atenção do nosso governo para o risco eminente de perdermos a soberania para as potências mundiais que andam cobiçando nossas riquezas naturais e manipulando os índigenas em nossas fronteiras.
Várias potências mundiais como Estados Unidos, França, Inglaterra, prôpos serem gestores da Amazônia, declarando esse território como zona de interesse mundial e conferir ao Brasil soberania restrita sobre a região amazônica.
Idéia essa, muito bem rebatida pelo ex-ministro da educação e ex-governador do distrito federal Cristovam Buarque, Essa calou o debate, onde ao ser questionado por um jovem estudante estadunidense, em uma palesta nos Estados Unidos sobre o que ele achava da internacionalização da Amazônia, Cristovam Buarque dá um show que cala a todos do auditório.
A maçonaria também chamava a atenção para o projeto de lei que o Ilmo Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enviou para o congresso, em regime de urgência constitucional em 2005, projeto de lei esse que recebeu o nº 4776/2005, Chamado Projeto de lei de gestão de florestas públicas.
Esse projeto trata entre outros assuntos, do programa nacional de florestas que tem por objetivo promover o desenvolvimento sustentável das florestas brasileiras por empresas privadas também de capital estrangeiro, na tentativa de lotear a Amazônia.
Esse projeto foi duramente contestado pela comissão permanente do Direito Ambiental do Instituto dos Advogados Brasileiros, que emitiu um parecer dizendo que esse projeto é uma afronta aos princípios democráticos e participativos do SISNAMA, projeto que deveria ser rejeitado por afrontar os incisos XVII do artigo 49 e III do artigo 91 da Constituição Federal, além de afrontar a ordem democrática.
Lendo o parecer, fica claro que esse projeto só atende aos interesses das potências que cobiçam nosso território.
Passados alguns meses eu recebi um e-mail de um amigo me falando a respeito de uma matéria publicada pelo jornalista Helio Fernandes da tribuna da Imprensa online, que tinha a seguinte chamada: Presidente Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula precisam se unir, contra a criação de 216 países dentro da Amazônia.
Fui verificar a veracidade da informação no jornal da tribuna, chegando lá encontrei realmente a matéria que dizia que, segundo denúncia do repórter Carlos Newton existia um documento na ONU chamado Declaração dos Povos Indígenas, assinado pelos Diplomatas do Itamarati e sem o conssentimento do Chanceller, que pretende desmembrar a Amazônia em 216 novos países totalmente desligados do Brasil e independente.
É claro que diante de uma denúncia tão grave eu comecei a colher mais informações, e ficava também pensando: Porque a grande imprensa não veícula essa notícia?
Continuei pesquisando na internet para ver se achava mais informações, até que encontrei a seguinte matéria assinada por Carlos Newton:

"O movimento pela internacionalização da Amazônia, que já conta com apoio ostensivo dos países desenvolvidos e da Organização das Nações Unidas (ONU), preocupa não somente as Forças Armadas brasileiras, mas também importantes instituições da sociedade civil, como a Maçonaria, que acaba de concluir um minucioso estudo sobre a questão".

Presidido pelo advogado Celso Serra, integrante da histórica Loja Dous de Dezembro, o grupo de trabalho criado pela Maçonaria denuncia os erros cometidos pelo governo brasileiro na votação da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU em setembro de 2006 e que abre caminho à possibilidade de perda da soberania nacional sobre a extensa região.

Além disso, o documento maçônico demonstra que a situação está sendo agravada também por omissão do Congresso, que se prepara para ratificar o acordo internacional da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, sem fazer as necessárias ressalvas.

O estudo denuncia que a Emenda 45/2004, aprovada pelo Congresso e já incorporada à Constituição, determina que "os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais".

Até então, com jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, era entendimento pacífico que os tratados internacionais - mesmo aqueles que tratam de matéria relativa a direitos humanos - eram incorporados ao Direito brasileiro com status apenas de lei ordinária, mas a Emenda 45/2004 transformou esses acordos em normas constitucionais.

Assim, para que a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas seja incorporada à Constituição, basta que se obedeçam os limites formais estabelecidos para a edição das emendas constitucionais, quais sejam, deliberação em cada casa do Congresso, em dois turnos de votação, com aprovação de três quintos dos votos dos congressistas.
Será uma norma constitucional e o Supremo Tribunal Federal - por mais patriotas que sejam seus membros - não poderá ser contra. Mandará cumpri-la, pois o ponto de arrimo jurídico estará criado", adverte o presidente do grupo de trabalho criado pela Loja Maçônica Dous de Dezembro, ressalvando que esse erro não foi cometido pelos representantes dos Estados Unidos, do Canadá, da Nova Zelândia e da Austrália na ONU, pois votaram contra a Declaração dos Povos Indígenas.
A seu ver, é preciso que se diga, escreva e alerte que a posição assumida pelo governo brasileiro na ONU, se confirmada pelo Congresso, a quem caberá a palavra final, poderá ser entendida e encarada como norma constitucional, a ser cumprida inexoravelmente, em prejuízo dos próprios brasileiros.

"Diante dessa situação, é necessário dar todo o apoio às Forças Armadas brasileiras, garantindo-lhes o direito pleno e irrestrito de mobilização por todo o território nacional, inclusive com reforço de verbas para preparação de pessoal, manutenção, reequipamento e aquisição de artefatos modernos, pois jamais conseguiremos defender e preservar a Amazônia brasileira, mantendo a soberania sobre ela, com equipamentos obsoletos e sucateados e sem contingente adestrado", assinala Celso Serra.

Por fim, a Maçonaria recomenda que seja dada nova redação ao Artigo 231 da Constituição, porque, segundo alerta o jurista Ives Gandra Martins, da forma como está redigido, por esse dispositivo constitucional, graças a uma visão errônea dos constituintes de 1988, os povos indígenas representam nações diferentes da brasileira, cabendo à União, tão somente, o ônus decorrente do papel de protetora deles e dos bens que não pertencem ao Brasil."

Tendo todos esses dados na mão, não é preciso entender muito de lei para perceber que existe realmente riscos de perdermos nossa soberania. Não se trata de paranóia da teoria da conspiração como muitos pensam.
Acesse o link , leiam a lei a Emenda 45/2004, inciso do paragrafo 3 e tire sua conclusão.

Por um tempo eu deixei esse assunto adormecido, pois percebí que as pesssoas rejeitavam esses fatos, a maioria das pessoas que liam sobre o assunto diziam que não existia essa possibilidade, e que a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas é a possibilidade de reparar os erros que foram cometidos e amparar esse povo.
Acho que todos nós, brancos, pretos, pardos, indíos... somos todos brasileiros e devemos obedecer a mesma constituição. Não vejo porque de países estrangeiros ficarem ditando normas e leis dentro de nosso território. Existem muitas injustiças no país para serem corrigidas, mas isso é um problema para ser resolvido dentro do nosso território e sem a tutela internacional.

Abaixo deixo Alguns post que abordam esse assunto, todos assinados pelo Arthurius, editor do Blog Visão Panorâmica. Vale apena conhecer.

GENERAIS, ÍNDIOS E A BURRICE.

CONSPIRAÇÕES, AFRONTAS E O DESRESPEITO.

FANTASIAS, VERDADES E O PERIGO PSEUDOINDIGENISTA.

POLÍTICAS, EQUÍVOCOS E A BURRICE TELEGUIADA.

ÍNDIOS, MÁFIAS E A INOCÊNCIA ESTÚPIDA.